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quinta-feira, 28 de julho de 2016

O que significa abandonar o primeiro amor?


O que significa abandonar o primeiro amor? - Éfeso era o lugar de situação da primeira congregação que Jesus abordou no Apocalipse e o Novo Testamento nos diz mais acerca da história dessa igreja do que acerca de qualquer das demais. Plantada por Paulo durante uma breve visita, essa congregação foi alimentada por Priscila e Áquila, cooperadores de Paulo, e depois pelo eloquente expositor Apolo (Atos 18.19-28). Em seguida, Paulo retornou a Éfeso para um extenso período de ministério (três anos), marcado pela vitória do evangelho e do Espírito de Cristo sobre os poderes demoníacos e os aguerridos interesses comerciais em torno do mundialmente famoso templo de Ártemis que havia na cidade (19.1-41). Depois, despedindo-se dos presbíteros efésios, Paulo os convocou a serem vigilantes em proteger as ovelhas de Deus dos “lobos vorazes” e falsos pastores (20.29-30). Escrevendo da prisão ainda mais tarde, Paulo convocou essa igreja à “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus”, uma maturidade que os capacitaria a permanecer firmes contra a “artimanha dos homens” e a “astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14). O apóstolo insistiu para que a igreja exercesse o discernimento teológico: “Ninguém vos engane com palavras vãs” (5.6). Agora, em sua revelação a João, o Senhor da igreja se identifica como aquele que “conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apocalipse 2.1), governando as suas igrejas e habitando nelas por meio do seu Espírito, à medida que elas mantêm acesa a luz do evangelho em um mundo espiritualmente anoitecido. Ao andar por entre as suas igrejas, muito do que Jesus vê em Éfeso atrai a sua aprovação. A igreja guardou no coração as advertências de Paulo quanto aos predadores de fora e os enganadores de dentro; por isso, Jesus elogia a igreja por seu discernimento teológico em expor apóstolos fraudulentos (v. 2) e recusar-se a tolerar os nicolaítas, cujo comportamento o próprio Cristo odeia (v. 6). A perspectiva dos nicolaítas, sem dúvida, era bem conhecida das igrejas do primeiro século, mas nós hoje devemos ser cautelosos em descrever o seu erro. A partir da reprovação de Jesus à igreja em Pérgamo (a qual, diferente da igreja efésia, tolerava o seu ensino), nós inferimos que os nicolaítas, assim como Balaão muito tempo antes, seduziam o povo de Deus à prática da imoralidade sexual e aos banquetes idólatras (vv. 14-15). A recusa dos efésios em tolerar as práticas nicolaítas pode estar relacionada a outra qualidade pela qual Cristo os elogia: por causa do nome de Jesus, eles suportaram o sofrimento, sendo marginalizados em uma cidade na qual a vida econômica era governada pelo crescente turismo religioso e pelo setor bancário, ambos associados ao Templo de Ártemis, assim como pela fama de Éfeso como um centro de artes ocultas (ver Atos 19.19-41). Recusar-se a participar das celebrações pagãs das corporações de ofício de Éfeso e de seu celebrado marco era arriscar-se à ruína financeira, mas esses cristãos estavam “[suportando] provas por causa do [seu] nome” (Apocalipse 2.3). Contudo, Jesus também encontrou uma falha em sua congregação “valente pela verdade”: “abandonaste o teu primeiro amor” (v. 4). Alguns pensam que o “primeiro amor” do qual Éfeso havia caído era a sua devoção ao próprio Cristo. Todavia, diferentemente das problemáticas igrejas em Pérgamo, Tiatira, Sardes e Laodiceia, a igreja efésia não era culpada de flertar com os inimigos de Cristo nem de esfriar em seu zelo por seu Rei. Faz mais sentido concluir que o “teu primeiro amor”, que havia esmorecido, era o seu amor uns pelos outros. Paulo havia ensinado àquela igreja que a sua saúde enquanto corpos de Cristo dependia de “falar a verdade em amor” (Efésios 4.15). Mas parece que aquele importante qualificador – “em amor” – havia sido menosprezado em sua zelosa defesa da verdade. As suas palavras eram fiéis à Palavra, mas eles estavam falhando em “[voltar] à prática das primeiras obras” (Apocalipse 2.5). Manter-se firmemente agarrado a ambos os pilares – verdade e amor – é um desafio constante para pecadores redimidos, que oscilam como pêndulos de um extremo a outro. Com muita frequência, igrejas e seus líderes ou permanecem firmes em favor da verdade bíblica de um modo vigoroso, mas sem amor, ou então preservam uma aparente unidade e amor, porém à custa da verdade. Certamente, quando a verdade do evangelho verdadeiramente alcança nosso coração, isso resulta em amor pelos outros; e, do mesmo modo, o amor que agrada a Jesus cresce apenas no solo fértil da fidelidade à verdade divina. A solene ameaça de Jesus de remover o candeeiro efésio – de apagar o testemunho de amor pela verdade daquela congregação em meio à sua comunidade pagã – nos mostra quão seriamente ele considera a sua ordem de unirmos a fidelidade doutrinária à Bíblia ao amor sacrificial pelos santos. Contudo, a sua palavra final não é de ameaça, mas de promessa. Falando não apenas a uma igreja, mas a todas, ele faz uma promessa “ao vencedor”. Assim, “vencer” o maligno é combinar o compromisso com a verdade de Cristo a um ardente amor por sua família. A esses vencedores, o descendente da mulher, que foi ferido mas venceu, há de abrir o paraíso, dando do fruto da árvore da vida àqueles que falam a verdade em amor (2.7).

Cuidado com a doutrina de Balaão e dos nicolaítas


Cuidado com a doutrina de Balaão e dos nicolaítas - O famoso e falecido literato norte-americano, John Updike, certa vez escreveu: “Sexo é como dinheiro – só é suficiente em excesso”. Mas os norte-americanos modernos não são o único povo obcecado com sexo; ele tem possuído as mentes dos homens por milênios (como várias pinturas rupestres deixam claro). O mesmo pode ser dito da terceira igreja abordada no Apocalipse de São João. Pérgamo era como a Brasília da Ásia. Era a sede do governo Romano na província e o centro da adoração imperial. Foi a primeira cidade a erigir um templo ao césar Augusto (assim como a Zeus e ao deus-serpente Esculápio). E, assim como certos setores da igreja hoje, as pessoas na igreja em Pérgamo haviam sucumbido à idolatria e estavam obcecadas por sexo (o que, com frequência, vem lado a lado). Nem tudo ia mal, contudo. João prefacia a carta do Messias ressurreto e rei desse modo: “Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes” (Apocalipse 2.12), o que se refere às palavras verdadeiras de Cristo que condenam todos aqueles que negam a verdade. Há uma guerra pela verdade ocorrendo em Apocalipse a qual, com frequência, é travada com palavras – o que não é de surpreender, uma vez que a Palavra lidera essa batalha. Cristo elogia a igreja em Pérgamo por sua fidelidade – mesmo diante do aparentemente incomum incidente de violência física contra certo Antipas, acerca de quem nada mais se sabe. Ele recebe a aprovação definitiva: “minha fiel testemunha” (v. 13). O mesmo elogio é usado acerca do próprio Jesus no capítulo 1, versículo 5. Será que Antipas também morreu como mártir nas mãos dos imperialistas? “Conheço o lugar em que habitas”, Cristo Jesus diz, “onde está o trono de Satanás” (v. 13). Quão apropriado é que o Senhor de todas as coisas tenha menosprezado a majestade imperial de Roma dessa maneira. O césar, que ousava aceitar do povo os brados que o aclamavam como soter (salvador), em gratidão por resgatar Roma das disputas internas e externas, era adorado nessa cidade. Mas há outro rei, isto é, Jesus, e somente ele é digno do tipo de louvor que era oferecido nos templos de Augusto, Trajano ou Adriano. Assim, o “trono de Satanás” se coloca em direta oposição ao trono celestial na grande batalha pelo senhorio deste mundo, a qual é descrita ao longo do Apocalipse. Essa batalha continua hoje, embora seja um pouco mais sutil; ou será mesmo? Será que nossos monumentos presidenciais não passam dos limites? Será que as adulações de que enchemos os nossos líderes não ultrapassam esses mesmos limites? Será que a fé que colocamos neles como salvadores não está indo longe demais? Certamente, nós sabemos que Jesus é Senhor e que eles não são. De qualquer modo, graças a Deus porque, embora recusar-se a adorar césar no primeiro século provavelmente significasse a morte, recusar-se a adorar nossos líderes e seus complexos-de-messias, ao menos hoje, não significa. Nós temos relativa liberdade, mesmo se a usamos para nos obcecarmos com ídolos e sexo, contra o que a terceira carta de Cristo agora se volta. Em Números 25.1-3 e 31.16, Balaão aconselha o Rei Balaque a atrair os israelitas à idolatria, incitando-os com mulheres moabitas a participarem das festas sacrificiais pagãs. Jesus repreende essa igreja por tolerar em seu meio aqueles que recapitulavam a tolice de Balaão – os nicolaítas (ver também 2ª Pedro 2.15). O nome de Balaão significa “ele destrói o povo”; Nicolau significa “ele conquista o povo”. É um paralelo muito contundente.A menção mais antiga aos Nicolaítas é no Apocalipse, no Novo Testamento. De acordo com Apocalipse 2:6-15, eles eram conhecidos nas cidades de Éfeso e Pérgamo. Neste trecho, a Igreja de Éfeso é enaltecida por "odiar os feitos dos Nicolaítas, que eu também odeio" e a Igreja de Pérgamo é acusada por "abrigar aqueles que tem as doutrinas deles [os Nicolaítas]". Não há nenhuma outra fonte primária para nos dar certeza sobre a natureza desta seita. Diversos pais da igreja, incluindo Ireneu de Lyon, Epifânio de Salamis e Teodoreto mencionam este grupo. Ireneu o discute, mas nada acrescenta ao Apocalipse exceto que "eles levam vidas de indulgências ilimitadas"[5]. Hipólito de Roma diz que o diácono "Nicolau" dos Sete diáconos (veja Atos 6:1) era o autor da heresia e líder da seita[6]. São Vitorino de Pettau (ou Victorinus) diz que eles comiam oferendas dos ídolos[7]. O venerável Beda afirma que Nicolau permitiu que muitos homens se casassem com sua esposa[8]. Eusébio diz que a seita teve vida curta[9]. Tomás de Aquino era da opinião que Nicolau incentivava ou a poligamia ou que os homens tivessem esposas em comum[10]. Quem eram os Nicolaítas? Os nicolaítas eram agentes propagadores da imoralidade e da idolatria entre os primeiros cristãos. Quem eram os Nicolaítas? Esse povo é mencionado na primeira carta de Cristo direcionada à igreja de Éfeso, para qual o Senhor declara: “Tens, porém, isto: que odeias as obras do nicolaítas, as quais eu também odeio” (Apocalipse 2.6). Como podemos entender, diante da contundência destas palavras, é importante saber quem eram os nicolaítas e quais eram as suas obras. Vejamos: Alguns estudiosos entendem que se tratava dos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos. Ainda podemos acrescentar que tal ensino está correlacionado com a mesma imoralidade sexual pregada por Balaão, que encorajou as mulheres moabitas a seduzir os homens de Israel, conforme verificamos em Apocalipse 2.14,15, na terceira carta direcionada à igreja de Pérgamo: “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio”. Desta forma, vemos claramente a associação dos nicolaítas eram, muito provavelmente, agentes propagadores da imoralidade e da idolatria entre os primeiros cristãos, práticas expressamente reprovadas pela Bíblia: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1ª Coríntios 6.9,10 ). Aparentemente, alguns cristãos confusos em Pérgamo pensavam que podiam participar das festas cultuais pagãs, as quais eram uma parte importante da vida social e econômica naqueles dias. A imoralidade sexual que também era tolerada em Pérgamo, se não defendida, pode ter sido metafórica, como quando o povo de Deus se lançava à idolatria (por exemplo, Jeremias 3.7-9). Mas, conhecendo o homem, provavelmente era também literal. Em contraste com as festas idólatras, Jesus promete o maná, o alimento do futuro banquete de Deus. Assim como na alusão a Balaão e Balaque, o novo êxodo nunca está fora de perspectiva: Cristo está liderando o seu povo pelo deserto e irá proteger o seu remanescente por todo o caminho com a espada de sua boca (Apocalipse 2.16). Portanto, aqueles que não fazem concessões aos ídolos e à imoralidade sexual receberão uma “pedrinha branca”, a qual certifica o fato de serem eles nova criação em Cristo e os admite na festa messiânica do reino (v. 17). Não há dúvida hoje de que o sexo em si é um deus e também que ele não está apenas “lá fora”. Está aqui dentro – em nossas igrejas e em nossos corações. Se havemos de ter Jesus como Senhor sobre essa área de nossas vidas, nós devemos tomar o cuidado de não cair em um dos dois extremos. Devemos tomar cuidado para não menosprezar a intimidade sexual, como se não fosse um dos grandes dons de Deus para a humanidade. E, o que é mais provável nestes dias, também devemos tomar cuidado para não nos deixarmos tornar obcecados com sexo, para não nos rendermos à obsessão de nossa cultura com ele, como se tudo o que ele exige devesse ser obedecido, o que reduz o sexo a uma questão de direitos humanos fundamentais ou machismo. Nós precisamos chegar ao ponto de reconhecer a ironia das palavras de Updike: “Demais é demais”.

Por que Jesus odeia as obras dos NICOLAÍTAS?


Por que Jesus odeia as obras dos NICOLAÍTAS? Quem ou o que eram os nicolaítas? Quais obras realizavam ou que doutrina eles ensinavam que levou o Senhor a dizer abertamente que odiava as mesmas? Eles existiram somente na era apostólica ou estão ainda entre nós? A bíblia não nos fornece detalhes sobre eles. As duas únicas passagens que falam sobre os nicolaítas encontramo-la no livro das revelações – o Apocalipse. Descortinando o futuro da humanidade, o Senhor se manifesta a João na ilha de Patmos e lhe revela as coisas que deveriam acontecer nos últimos dias. No livro que encerra o cânone sagrado, o Senhor manifesta o cuidado que tem sobre a Igreja que Ele resgatou com seu sangue, ordenando a João escrever sete cartas aos anjos das sete igrejas que estão na Ásia. Nas cartas endereçadas aos anjos dessas igrejas, Jesus elogia as virtudes destes ao mesmo tempo em que os admoesta sobre suas faltas, chamando-os ao arrependimento e abandono de práticas que poderão comprometer suas entrada no reino dos céus. Em duas destas cartas - Éfeso e Pérgamo – chama-nos a atenção o repúdio do Senhor quanto as obras e doutrina dos nicolaítas. Jesus elogia o anjo da igreja de Éfeso dizendo: "Tens, porém, isto: que ODEIAS as obras dos nicolaítas, as quais EU também ODEIO." (Apocalipse 2:6). Mas repreende o da igreja de Pérgamo dizendo: "Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que EU ODEIO." (Apocalipse 2:15). A diferença entre os anjos das duas igrejas era que o da igreja de Éfeso, à semelhante de Jesus, também odiava e não compartilhava das ações dos nicolaítas. Já o da igreja de Pérgamo relaxou quanto a esse cuidado, deixando a igreja a vontade com alguns deles. Podemos entender que havia uma certa tolerância desta igreja quanto aos nicolaítas, permitindo a ação deles no seio desta. Afinal, quem eram esses? Historiadores como Jerônimo, Epifânio, Teodoreto, Irineu, Hipólito e Clemente de Alexandria afirmam serem estes seguidores de Nicolau, prosélito de Antioquia que foi separado para o diaconato na igreja primitiva (Atos 6:5). Deduzem estes que Nicolau havia se desviado do caminho, pervertendo-se e tornando-se herege, de onde surgiram os nicolaítas. Porém, não há fundamento histórico e nem bíblico para se fundamentar essa tese. Para poder se formular algo em relação a eles é necessário que primeiramente conheçamos o significado etimológico da palavra, bem como ser essencial estudarmos cuidadosamente o conteúdo da carta endereçada particularmente aos anjos de cada uma destas igrejas, atentando para o contexto bíblico-histórico, para assim chegarmos a um entendimento concreto sobre quem ou o que eram os nicolaítas. Sentido Etimológico: Em hebraico: Nicolau=Vitorioso sobre o povo. Em Grego Nikolaos: adjetivo formado da junção de duas palavras que é "Nikao" cujo significado é: "conquistar" e "laíta" que é uma derivação de "laikos", que vem de "laos" que significa: "os "leigos", o povo, a massa ou a plebe. Em resumo, etimologicamente Nicolaíta é: aquele que domina sobre o povo. A menção mais antiga aos Nicolaítas é no Apocalipse, no Novo Testamento. De acordo com Apocalipse 2:6-15, eles eram conhecidos nas cidades de Éfeso e Pérgamo. Neste trecho, a Igreja de Éfeso é enaltecida por "odiar os feitos dos Nicolaítas, que eu também odeio" e a Igreja de Pérgamo é acusada por "abrigar aqueles que tem as doutrinas deles [os Nicolaítas]". Não há nenhuma outra fonte primária para nos dar certeza sobre a natureza desta seita. Diversos pais da igreja, incluindo Ireneu de Lyon, Epifânio de Salamis e Teodoreto mencionam este grupo. Ireneu o discute, mas nada acrescenta ao Apocalipse exceto que "eles levam vidas de indulgências ilimitadas"[5]. Hipólito de Roma diz que o diácono "Nicolau" dos Sete diáconos (veja Atos 6:1) era o autor da heresia e líder da seita[6]. São Vitorino de Pettau (ou Victorinus) diz que eles comiam oferendas dos ídolos[7]. O venerável Beda afirma que Nicolau permitiu que muitos homens se casassem com sua esposa[8]. Eusébio diz que a seita teve vida curta[9]. Tomás de Aquino era da opinião que Nicolau incentivava ou a poligamia ou que os homens tivessem esposas em comum[10]. Partindo desse conhecimento, fica mais fácil entendermos quem eram e o que ensinavam os nicolaítas. A igreja de Éfeso (Apocalipse 2:1-11). Após se apresentar ao anjo dessa igreja, o Senhor diz conhecer suas obras, seu trabalho e sua paciência e, que por assim proceder, ele não poderia sofrer os maus (Verso 2). Em seguida, o elogia pela sua cautela e vigilância quanto àqueles que usurpavam para si o título de apóstolos, desmascarando-os pelas suas mentiras. É justamente a partir daí que passamos a ter uma imagem do que seriam os nicolaítas. Pelo contexto, vemos que estes eram homens que se autodenominavam apóstolos sem terem sido escolhidos ou elegidos pelo Senhor e que também não possuíam o fruto do Espírito e caráter cristão, virtude necessária para quem tem uma chamada divina (Gálatas 5 : 22; Efésios 5 : 9). Estes ainda usavam de mentiras, querendo, com certeza, tirar proveito da igreja do Senhor. A bíblia ainda hoje fornece os meios para a igreja atual detectar quem tem ou não uma chamada para o exercício episcopal. É só observar se o tal se enquadra no requisito exigido pelo Espírito Santo no que concerne ao exercício ministerial, principalmente se este tem sua família como exemplo a ser seguido. (1ª Timóteo 3 : 1 - 11). Contexto histórico da igreja de Éfeso A igreja de Éfeso teve como seu primeiro pastor o apóstolo Paulo, pois foi ele quem plantou a igreja nesta cidade. No capítulo 20 do livro de Atos, vemos Paulo se preocupar com a integridade dessa igreja. Ele estava na Macedônia e preparava-se para retornar, trazendo a coleta que os irmãos macedônios arrecadaram para ajudar os irmãos que passavam necessidade em Jerusalém. Ele sabia que ao chegar a Jerusalém seria preso e não mais veria os irmãos (Atos 20 : 25). No caminho para Jerusalém, Paulo precisou passar pela Ásia para dar as últimas instruções aquela igreja. Ali chegando aportou em Mileto, e, de lá mandou chamar os presbíteros (anciãos) que governavam a igreja de Éfeso e, entre muitos testemunhos, exortações e conselhos, Paulo dá as seguintes admoestações às lideranças da igreja: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (Atos 20 : 28 - 30). Paulo tinha o Espírito Santo e este lhe revelava o que aconteceria, tanto a sua pessoa como a igreja, por isso, Paulo fez questão de alertar às lideranças da igreja de Éfeso quanto a entrada dos lobos (nicolaítas), que na sua ausência, iriam querer tirar proveito das ovelhas, não poupando o rebanho. Estes eram crentes de dentro da própria igreja que perverteriam os ensinos de Paulo e que se autodenominariam apóstolos querendo atrair a confiança da igreja, para assumir o primado nesta. Paulo relatou aos irmãos de Éfeso a sua constante preocupação com eles e que durante o tempo em que foi pastor ali por três anos, não cessou noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um deles (Atos 20 : 31). Paulo sabia o quanto a igreja é preciosa para Deus, pois custou um alto preço e ele mesmo levava sobre o seu corpo as marcas de Cristo que por amor a igreja adquiriu (Gálatas 6 : 17). Portanto, era inconcebível que outros, que nada sofreram ou fizeram pela igreja, viessem a seu bel-prazer dominá-la e subjugá-la. Agora, na sua última visita aquela comunidade, Paulo encomenda os irmãos a Deus e à Palavra de Sua graça, lembrando que durante o tempo em que foi pastor dessa igreja, em momento algum se fez valer de sua chamada para tirar proveito dos irmãos quando diz: “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20 : 33 - 35). Sim, a igreja de Éfeso foi bem doutrinada quanto ao realizar a obra do Senhor, recebendo todo o conselho de Deus que lhe foi repassado pelo seu amado pastor (Atos 20 : 27). Vemos que essa igreja guardou o conselho de seu pastor até o momento em que Cristo se revelou a ela no Apocalipse. O próprio Senhor elogia o anjo da igreja efésia, quando disse que ele pôs a prova aqueles que diziam serem apóstolos, desmascarando a mentira deles. É certo que por causa disso, ele sofreu perseguições, pois lutar pela defesa da verdade consiste em angariar inimigos (Gálatas 4 : 16). Mas ele perseverou na paciência e continuou trabalhando pelo Seu Nome (Apocalipse 2 : 2 , 3). Um grande exemplo para ser imitado pelas lideranças de igrejas da atualidade. Algo semelhante também aconteceu nos tempos do apóstolo João antes de ele ser enviado a Patmos. Alí, Diótrefes, um membro da igreja cobiçava a liderança. Ele a todo o custo queria o primado, isto é, queria ser o primeiro e estar acima dos demais membros. Conhecedor que João não concordava com tal arrogância, não permitia que este fosse recebido na igreja, como se esta fosse sua propriedade particular. “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe”. (3ª João 1 : 8). Temos aqui um nítido exemplo de nicolaísmo, pois Diótrefes, movido de tal sentimento de poder, falava palavras maliciosas contra os servos Deus, e, além de não receber os irmãos que com certeza não apoiavam suas ideias, impedia aqueles que queriam recebê-los, chegando ao ponto de expulsá-los da igreja (Verso 10). A doutrina dos nicolaítas não achou guarida na igreja de Éfeso, mas, infelizmente, encontrou apoio na igreja de Pérgamo. Ao anjo da igreja de Pérgamo (Apocalipse 2:12-17). Jesus se apresenta como aquele que tem a aguda espada de dois fios (Sua Palavra fiel), tece elogios pela sua obra, resignação e fé, mas mostra também a sua falha que é tolerar aqueles que seguem a doutrina de Balaão e também os que seguem a doutrina dos nicolaítas que Ele odeia. Alguns defendem que os nicolaítas seriam os mesmos que seguem a doutrina de Balaão, qual seria a difusão da imoralidade dentro da igreja de Deus. Não são! Mas a doutrina ensinada por Balaão que tem base na avareza é tolerada pelos nicolaítas. Pedro em sua segunda epístola se refere a eles como aqueles que deixaram o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça (2ª Pedro 2 : 12 - 15). Judas, o irmão do Senhor alude às obras destes, quando se refere aqueles que entraram pelo caminho de Caim, foram levados pelo engano de Balaão e pereceram na contradição de Coré, sendo manchas nas nossas festas de amor, banqueteando conosco, mas apascentando-se a si mesmos sem temor (Judas 1 : 10 , 11). Jesus conclama o anjo da igreja de Pérgamo a se arrepender dessa falha, pois se isso não acontecer, Ele mesmo virá e batalhará contra ele com a espada da Sua boca. Em Mateus 20: 21 a 28 temos uma situação, onde a mãe dos filhos de Zebedeu faz um pedido ao Mestre que despertou a indignação dos demais discípulos. Ela pediu que seus dois filhos (Tiago e João) se assentassem ao lado do Senhor, um a esquerda e outro a direita quando da instauração do Seu reino. Após Jesus falar que não competia a Ele essa decisão, mas ao Pai, Ele mostra a realidade que deve prevalecer entre os seguidores do Messias: “Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20 : 25 - 28). Jesus deixa transparecer que Sua vontade em relação a Sua igreja é que esta jamais fosse dominada por quem quer que seja e Ele nos ensina pelo seu próprio exemplo que todos somos iguais perante Ele e que somente Ele é o cabeça e Senhor da igreja. Nele, todos fomos feitos sacerdotes, sendo Ele próprio o nosso Sumo-Sacerdote para sempre (1ª Pedro 2 : 9 ; Hebreus 8 : 1). Ainda em Mateus 23: 8-11, o amado Mestre reforça esse ensino: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo”. O apóstolo Pedro ao aconselhar aqueles que, igualmente a ele, seriam chamados a cuidar do rebanho do Senhor, diz: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória”. (1ª Pedro 5 : 1 - 4). Observe que mesmo sendo pastor escolhido pelo próprio Cristo, Pedro não usurpou para si este título, preferindo ser chamado de presbítero. O apóstolo João também se considerava um (2ª João 1 : 1 ; 3ª João 1 ; 1). Em outra ocasião quando Pedro e João foram questionados a respeito da cura do coxo na porta do templo, chamada Formosa, atribuíram os devidos créditos a quem de direito – Jesus – que é digno de toda a glória e honra e poder (Atos 4 : 8 - 16). Jesus constituiu homens dando-lhes dons ministeriais para que estes apascentem Sua igreja, conduzindo-a na verdade e em amor para que ela cresça em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Efésios 4 : 11 - 16). Assim sendo, ninguém tem o direito de exercer o domínio sobre a herança de Cristo, que é a Sua igreja resgatada por Seu sangue. Somos preciosos para Deus e Seu Filho. Por causa disso é que vemos Jesus manifestar repúdio e ódio pelas obras e doutrinas dos nicolaítas. Isto nos faz refletir no cuidado que Ele tem para conosco que somos Sua igreja, por quem Ele deu Sua própria vida. Que os líderes da igreja de hoje possam seguir o exemplo do anjo da igreja em Éfeso e procure, pela revelação da Palavra discernir os nicolaítas quais se encontram infiltrados no meio dos verdadeiros homens de Deus. Que também a igreja refute suas doutrinas e obras, ainda que por causa disso, venha a sofrer afrontas, sabendo que todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (2ª Timóteo 3 : 12). Nosso conforto e recompensa estão reservados nos céus, onde uma coroa de justiça aguarda aqueles que combatem o bom combate e amam a Cristo e Sua vinda, e não se deixam corromper pelo sistema religioso alienado da verdade que quer manchar a noiva do Cordeiro (2ª Timóteo 4 : 7 , 8). Que fiquemos na vocação em que fomos chamados (1ª Corintios 7 : 20) e tenhamos o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Filipenses 2 : 5 , 6). "Características dos verdadeiros ministros" : Humildade, abnegação, gentileza, dedicação e afeto para com o rebanho.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dons Ministeriais para a Igreja


Dons Ministeriais para a Igreja - Ef 4.11 “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.” O DOADOR. Este versículo alista os dons de ministério (i.e., líderes espirituais dotados de dons) que Cristo deu à igreja. Paulo declara que Ele deu esses dons (1) para preparar o povo de Deus ao trabalho cristão (4.12) e (2) para o crescimento e desenvolvimento espirituais do corpo de Cristo, segundo o plano de Deus (4.13-16; ver o estudo DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE). APÓSTOLOS. O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7). (1) O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23). (2) Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20). (3) O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje (ver 2.20 nota). O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores (ver 1Co 15.8 nota). PROFETAS. Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4). (1) O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava (ver o estudo O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO). Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2). (2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia (ver o estudo DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE). (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia. (3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31). (4) A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1). (5) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalimo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22). EVANGELISTAS. No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16). (1) Filipe, o “evangelista” (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT. (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17). (2) O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41). PASTORES. Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1Tm 3.1; Tt 1.7). (1) A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1Ts 5.12; 1Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja (ver o estudo OS PASTORES E SEUS DEVERES). Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1Pe 2.25; 5.2-4). (2) Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do Espírito concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato (ver o estudo QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR). (3) O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (ver 1Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2Tm 1.13,14). Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1Tm 4.6,14-16; 6.20,21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2Tm 4.4). Se, por outro lado, os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da sã doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1Tm 4.6,7). DOUTORES OU MESTRES. Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (4.12). (1) A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar. (2) O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera. (3) Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e ideias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica.Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsos serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida de seus membros. A inspirada Palavra de Deus deve ser o teste de todo ensino, ideia e prática da igreja. Assim sendo, a igreja verá que a Palavra inspirada de Deus é a suprema autoridade, e, por isso, está acima das igrejas e suas instituições.

DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA.


DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA. TEXTO: Efésios 4: 11– E ele designou alguns para “apóstolos”, outros para “profetas”, outros para “evangelistas”, e outros para “pastores” e “mestres”. 12– Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado. 13– Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. ORIGEM DO MINISTÉRIO:Tem havido muito debate sobre a relação precisa entre missão original e sem restrições dos apóstolos e evangelistas, por um lado, e o ministério local permanente dos pastores e mestres, governadores e auxílios, por outro lado. Essa última classe, segundo parece, sempre era nomeada pela primeira; mas se Atos 6 puder ser considerado como passagem que descreve uma ordenação típica, então a eleição popular desempenhava papel na escolha dos candidatos. Rm 12 e I Co 12 podem ser trechos que parecem subentender que a igreja na qualidade de uma comunidade orientada pelo Espírito Santo, produz seus próprios órgãos ministrantes; por outro lado Ef 4: 11 assevera que o ministério é dado à igreja por Cristo. Poderia ser sugerido que, se por uma lado Cristo é a fonte de toda a autoridade e o padrão de todo o tipo de serviço, a igreja, como um todo, é a recebedora da comissão divina, por outro lado. Seja como for o NT não se preocupa em indicar possíveis canais de transmissão; sua preocupação principal é de prover, quanto a esse particular, um teste doutrinário que sirva de critério para a ortodoxia do ensino ministrado. INTRODUÇÃO: Em sua forma mais antiga, o ministério cristão é carismático, isto é, depende de um dom espiritual ou dote natural, cujo exercício testificava sobre a presença do Espírito Santo na igreja. Assim é que profecia e glossolalia acorreram quando Paulo impôs suas mãos sobre alguns crentes comuns, após haverem sido batizados (At 19: 6); e as palavras ali empregadas subtendem que a ocorrência até certo ponto foi uma repetição da experiência pentecostal no início da igreja (At 2). Três listas são providas nas epístolas paulinas acerca das várias formas que tal ministério poderia assumir, e é notável que em cada lista são incluídas funções mais claramente espirituais. Em Rm 12: 6-8 encontramos profecia, ministério, (diakonia), ensino, exortação, contribuições, governo e “exercício de misericórdia” (? Visitação aos enfermos e pobres). I Co 12: 28“Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. O Apóstolo Paulo relaciona; apóstolos, profetas, mestres, juntamente com aqueles dotados de poder de operar milagres, curar os enfermos, prestar auxílio, governar ou falar em línguas. O catálogo mais oficial fica em Ef 4: 11“E Ele designou alguns para “apóstolos”, outros para “profetas”, outros para “evangelistas”, e outros para “pastores e mestres”. Esse versículo (11) alista os dons de ministério que Deus deu à igreja. Paulo declara que Ele deu esses dons para:(1) Preparar o povo de Deus ao trabalho cristão (4: 12 “Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado) e (2) Para o crescimento e desenvolvimento espirituais do corpo de Cristo, segundo o plano de Deus. 4: 13“Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”. 14“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo o vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro”. 15“ Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. 16“Dele todo o corpo, ajustado e unido, pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza sua função”. Os vários dons alistados nessas passagens são funções ou maneiras diferentes de servir, e não ofícios regulares e estereotipados; um indivíduo podia e ainda pode agir em diversas capacidades ao mesmo tempo, porém, sua habilidade para cumprir qualquer uma delas dependia e sempre dependerá do preparo proporcionado pelo Espírito Santo. APÓSTOLOS: O Título “Apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. Não apenas os doze foram incluídos no apostolado, mas igualmente Paulo(Rm 1: 1; II Co 1:1; Gl 1: 1); Paulo e Barnabé (I Co 9: 5,6), Tiago, o irmão do Senhor (Gl 1: 19; 2: 9; I Co 15:7), e Andrônico e Júnias (Rm 16: 7). A qualificação primária de um “apóstolo” era que tivesse sido testemunha ocular do ministério terreno de Cristo, particularmente da ressurreição (At 1: 21,22), e sua autoridade dependia do fato que de alguma forma tivesse sido comissionado por Cristo, quer nos dias de sua carne(Mt 10: 5; 28: 19), quer depois dele haver ressuscitado dentre os mortos(At 1: 24 Matias, 9: 1,15 e I Co 15: 5, 7, 8-11 Paulo). O verbo “apostello” significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3: 1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10: 2), o apóstolo Paulo (Rm 1: 1; II Co 1: 1; Gl 1: 1) e outros (At 14: 4, 14; Rm 16: 7; Gl 1: 19; 2: 8,9; I Ts 2: 6,7). (I) O termo “apóstolo” no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma responsabilidade especial At 14: 4, 14; Rm 16: 7; II Co 8: 23; Fp 2: 25. Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome do nosso Senhor Jesus Cristo. E da propagação do evangelho (At 11: 21-26; 13: 50; 14: 19-22; 15: 25,26). (II) Hoje no sentido geral, os “apóstolos” continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Pois se as igrejas cessarem de treinar, observar, discernir e enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada, paralisada. Logo enquanto a igreja estiver contextualizada com essa obrigação de produzir e enviar tais pessoas, estará cumprindo assim, sua tarefa missionária, e, permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28: 18-20). O ministério apostólico referente àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição, e que foram comissionados por Ele, é exclusivo e restrito, não há repetição, pois os apóstolos originais do NT, não têm sucessores (I Co 15: 7,8. PROFETAS: Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação, e, interesses principais eram a vida espiritual e pureza da igreja, transmitindo sempre uma mensagem da parte de Deus ao seu povo. (At 2: 17; 4: 8; 21: 4). É o porta-voz de Deus. É aquele que movido pelo Espírito Santo, transmite mensagens da parte do Senhor.“Há realmente muita confusão a respeito do dom de profecia e o ministério profético; muitos acham que o ministério de profecia é o mesmo ministério de pregação, porém, entre eles há uma grande diferença”. É certo que um pregador pode profetizar durante sua pregação, mas a pregação é diferente de uma mensagem profética. O pregador fala a mensagem iluminada, segundo a graça de Deus, de acordo com Sua palavra e "ninguém pode resistir" (At. 4: 13; 6:9 e 10).A profecia, porém, é uma mensagem inspirada da parte de Deus; o profeta fica constrangido sob a mensagem, controlado pelo Espírito Santo (I Co 14: 6, 31-33). O ministério profético no Novo Testamento é inteiramente diferente do ministério dos profetas do Velho Testamento, porque no Velho testamento a mensagem vinha a eles como está escrito: "Veio a mim a palavra do Senhor" (Jr.2:1). Enquanto que nos profetas do Novo Testamento, a palavra ou a mensagem são anunciadas inspiradamente pelo poder do Espírito Santo (I Co 14:3, 6, 26). Os profetas,tanto do Antigo como do Novo Testamento não são infalíveis visto estarem sujeito a serem julgados pela Palavra de Deus I Co 14:29; I Ts 5:20, 21; Jr 23: 28-30.O ministério profético foi como um esteio na Igreja cristã primitiva Ef 2: 20 Contudo os dons proféticos não foram reconhecidos como regra guiadora para orientar ou dirigir a igreja ou ao seu pastor (At 21: 10-14; Dt 13: 1-5). Quem guiava era a palavra de Deus, a única regra para orientar e guiar a igreja (At 6: 2, 4). “Infelizmente, muitos não sabem guiar-se pela palavra de Deus, e por essa razão aparecem tantos absurdos doutrinários”. Toda e qualquer revelação ou profecia devem ser submetidas à prova junto ao ministério da Palavra de Deus (I Co 14: 29 – 31,32). Existem três fontes das quais podem surgir as mensagens proféticas: 1- A fonte divina (Jr 23: 28, 29) 2- Fonte humana; mensagem do coração do próprio profeta (Ne 6:12; Jr 23:16,30-32). 3- A fonte demoníaca; mensagem que vem através de um demônio ou de um crente desobediente (I Tm 4: 1-3). “Daí pode surgir muita perturbação, dada a maioria dos crentes mais simples (Mt 22: 29) acreditarem mais no profeta, na realidade mais em profecias, do que no pastor, ou no dirigente da igreja”. “Na edificação da igreja há necessidade dos dons proféticos, pois eles são como andaimes" na construção. Mas esses "andaimes", devem estar bem firmados pelas armas e pregos da doutrina dos mestres da congregação (Ec 12: 11). Deus não diz em sua palavra, que o seu povo foi destruído só por que lhe faltava profecia, e sim, por que lhe faltou conhecimento da palavra de Deus. Os 4: 6. Em João 8: 32 está escrito: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Portanto, não devemos consultar profetas como se fazia no tempo do Velho Testamento, porquanto a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc 16: 16). O caminho seguro é orar a Deus e Ele revelará o que for necessário. Jer 33: 3 A lei e os profetas duraram até João, significando que até então o povo era guiado pela lei e pelos profetas (conferir na resposta de Abraão ao rico da parábola do rico e Lázaro - Lc 16: 29) A profecia visava naqueles dias e ainda hoje; exortar, admoestar, animar, consolar e edificar. At 2: 14-36; 3: 12-26; I Co 12: 10; 14: 3. EVANGELISTAS: São os mensageiros de boas novas. O evangelista desempenha a obra de um missionário, levando o Evangelho a lugares onde ainda é lugar desconhecido. É essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover esse ministério cessará de ganhar almas, e resgatá-las da perdição eterna. Caberá a igreja local identificar e separar os evangelistas para o ministério, mas é o Senhor quem concede o dom de Sua graça a cada um para o ministério que for útil (I Co 12: 7; Rm 12: 5-8). Paulo falando ao evangelista Timóteo, disse: "Faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (II Tm. 4:5). Qual será então a obra de um evangelista? Segundo a palavra de Deus é: a) Despertar o ânimo ou acordar as almas dormentes, através da mensagem da fé (At 8: 6-8). b)Fazer a obra de pioneiro em campos virgens, colocando o marco da fé cristã, promover o trabalho de avivamento espiritual nas igrejas a convite do pastor local; Filipe em suas viagens missionárias, evangelizou todas as cidades até chegar a Cesaréia, em todas as cidades deixou a semente plantada (At 8: 39-40). Portanto, a credencial mais bonita de um evangelista é a operação da graça, na conversão das almas como fruto da sua pregação (At 8: 4-8, 32-38). Filipe deu prova de um bom evangelista e seu ministério; estava sob o controle divino (At 8: 39, 40). Depois de um grande avivamento, e, despertamento partiu e deixou a cidade de Samaria e seguiu a direção que o Senhor lhe mostrou; creio que para o deserto At 8: 26. Acredita-se que nunca mais voltou ali a não ser em visita. É lamentável dizer que; muitos evangelistas abrem as portas à pregação e eles mesmos as fecham, dificultando o trabalho para outros que venham depois deles. Infelizmente há uma grande "onda de evangelistas" em nossos dias, dos quais podemos dizer sem medo de errar, que são perturbadores do ministério como pode? Lm 3: 22, mas é o Senhor que concede o dom de sua graça a cada um para o ministério em que for útil (I Co 12.7; Rm12: 5-8), quantos sofrimentos tem causado esses obreiros na seara do Senhor. Somente no dia de Cristo é que tudo será revelado (Mt 7: 21, 22; Fl 1:5, 17; 3: 2; II Co 5:10). PASTORES: Homem que apascenta as ovelhas O ministério pastoral é o mais conhecido e o mais necessário entre todos os ministérios. Nosso Senhor Jesus Cristo é o perfeito exemplo, pois Ele disse: "Eu sou o bom pastor" e acrescentou: "O bom pastor dá as sua vida pelas ovelhas" (Jo 10: 10, 11 e 14). No Sl 23 encontramos o verdadeiro modelo para o ministério pastoral, cujas qualidades são: 1 – Apascentador, é, levar as ovelhas aos pastos verdejantes e saudáveis (Sl 23: 2; I Pe 5: 2; Jr 3: 15). 2 - Suavizador, isto é, levar as ovelhas ao refrigério espiritual e refrescar, aplicando o bálsamo divino; Infelizmente, muitos ministram soda cáustica ao invés de aplicar o bálsamo da doutrina bíblica. Nesse sentido Paulo disse: "Não espancador" (I Tm 3:3; Ez 34:21; Jr 23: 1,2). 3 - Disciplinador, isto é, cortar a lã sem ferir as ovelhas; quando as ovelhas não são tosquiadas, sentem-se mal, ficam com excesso de lã, sem contar que ficam feias. (má aparência espiritual) Neste estado ficam geralmente enfastiadas, não vão aos cultos, perdem o desejo de contribuir e tornam-se queixosas (II Co 9: 7; Jd 16). No Velho Testamento era considerado pastor o guia espiritual do povo: Tanto podia ser um profeta como Samuel, um rei como Davi ou um sacerdote como Josué (Jr 23: 4; Zc 3: 8, 9). As igrejas primitivas tiveram em suas congregações presbíteros, que juntamente com os apóstolos e pastores, os quais foram designados para pastorearem, isto é, cuidarem do rebanho. Alguns funcionaram como pastores, segundo a chamada direta do Senhor At 20:17-28. Na palavra de Deus, encontramos pastores e presbíteros muito entrelaçados no apascentamento, assim Pedro testifica (I Pe 5: 1-4). Só há uma diferença; e que o pastor além de responsável pelo rebanho é o anjo da igreja, colocado pelo Senhor, onde deve permanecer fiel, para não perder a linha espiritual de seu ministério (Ap 2: 1 ; Hb. 13: 7,17; Ef 4:11). Já os presbíteros eram eleitos ou designados pelos pastores ou pelos apóstolos (At 14: 23; Tt 1: 5-8). A Palavra de Deus nos fala de presbíteros com honra dobrada; eram os que presidiam uma comunidade; esses eram naturalmente considerados pastores juntamente no ministério (I Tm 5: 1 7-29 ). Deve e precisa ser muito respeitado, com a mesma honra que se dá a um pastor. O pastor está velando por uma obra que não é sua, da qual, um dia dará contas ao legítimo dono (I Pe 5: 3, 4; Hb 13:17). O pastor tem que ser: a) Bom crente e andar com verdadeiro exemplo de sinceridade (Tt 1: 5-8). b) Ser bom esposo (I Pe 3: 7; I Ts 3:2-4 ). c) Ser bom pai (I Tm 3: 5; Cl 3: 21). d) Ser bom companheiro (Fl 2: 3; I Jo 3: 18 ). e) Ser bom cidadão, obediente às autoridades (Rm 13: 1-10). f) Ser também um bom irmão (I Ts 3: 2) Alguém escrevendo sobre o pastor disse: 1 - O pastor precisa ter a força de um boi; 2 - A tenacidade de um cão; 3 - A paciência de um asno; 4 - A indústria de um castor; 5 - A veracidade de um camaleão 6- A visão de uma águia; 7 - As melodias de um rouxinol; 8 - A pele de um rinoceronte; 9 - A disposição de um incurável: 10- A lealdade de um apóstolo; 11- A fé de um profeta; 12- A ternura de um pastor de ovelhas; 13- O fervor de um evangelista; 14- A devoção de uma mãe. As atividades do pastor englobam as funções de: a) De pastor b) De pregador c) De administrador d) De educador e) De conselheiro. Existem três coisas que elevam o pastor no desempenho das suas funções: 1- A experiência necessária 2- O conhecimento geral daquilo que ele desempenha 3- Maturidade: Ser longânimo; nunca precipitado em assuntos que envolvam o seu ministério. DOUTORES OU MESTRES: Pode ser chamado de homem que tem habilidade para o ensino. São aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo.(4: 12) O ministério de mestre é realmente muito valioso no ensino da Palavra de Deus, enquanto se conservar aos pés do Senhor Jesus, o divino Mestre. Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A Igreja onde, mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e ideias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando se deveria ser a verdade bíblica. Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsas serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida pelos seus membros. Paulo disse: "Aquele que está entre vós, não pense em si mesmo mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12: 3-7). Alguém que com esse extraordinário dom ministerial de ensinar, mas por causa da exaltação perder a graça e continuar a ensinar, o fará, porém, sem autoridade na Palavra, dando alimentação não substancial. O ministério de ensino ou de mestre funciona como ajudador na obra do Senhor, podendo por meio do ensino, edificar a obra do Senhor (II Tm 3: 16, 17; I Co 3: 6-10). A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado,(II Tm1: 11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisso perseverar. Tg 1:22a “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes”... II Tm 2:15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não têm de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

Ofício do ministério cristão, o pastorado


Pastor: De todos os ofícios do ministério cristão, o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. Não raro, o título é dado até mesmo aos ministros em diferentes funções ministeriais. A função é tão honrosa, que o antigo Testamento frequentemente atribui a Deus o título de pastor de Israel ( Jr. 23:4; Sl. 23:1; Sl. 80:1 ). O vocábulo originalmente aplicado a um guardador de ovelhas significa apascentador, guia, protetor ( Is. 40:11 ). Estas definições correspondem às varias fases das atribuições e deveres do pastor. Como no caso dos demais ministérios, encontramos em Jesus o grande exemplo de pastor. Jesus como exemplo do bom pastor 1. O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. 2. conhece as suas ovelhas 3. guia as suas ovelhas 4. pastor e bispo das nossas almas, ( 1Pe. 2:25 ). Significa o pastor que tem verdadeiro cuidado de nossas almas, que as busca, alimenta e sustenta; que amas as suas ovelhas e as protege "sem tosquenejar". Como bispo de nossas almas, Ele as supervisiona, dirigindo-as sábia e convenientemente. Guia-nos com segurança em toda a nossa peregrinação neste mundo de perigos espirituais. O cuidado que Cristo tem de nós, como Pastor e Bispo de nossas almas, pode ser expresso nestas palavras: " instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselhos" ( Sl. 32:8). Como temos falado, os títulos `as vezes correspondem aos dons ministeriais, e estes se revelam na pratica e na função dignas da aprovação de Deus. Os dons espirituais devem determinar o ministério e este evidenciá-lo pelo seu caráter eficiente e pelas qualidades virtuosas dos que os possuem. O pastorado eficiente é um Dom de Cristo. não depende de curso especial, nem é produto de treinamento. Cristo o deu à sua Igreja ( Ef. 4:11 ). Não pode ser substituído por nenhuma preparação intelectual. A instrução, a preparação através de uma escola teológica é importante e fundamental para o exercício do ministério pastoral, para aqueles quem receberam o chamado, não há duvida de que este, para ser proveitoso, para ser uma verdadeira benção para a Igreja, necessita ser um Dom vindo do alto ( Tg. 1:17 ). Em João 21:15-17, no diálogo que Jesus manteve com Pedro, antes de sua restauração ao ofício pastoral, o mestre usou dois termos, que sugerem dupla função do pastor, que são: 1. Apascentar. "Apascenta meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas". O vocábulo significa " alimentar, dar de comer, sustentar, nutrir". A linguagem é figurada e traduz o dever de doutrinar ensinando a Palavra, ministrar conhecimento, dirigir no bom caminho; 2. Pastorear, guardar: pastoreia as minhas ovelhas. O sentido de pastorear vai alem de apascentar, isto é, o dever de guiar o rebanho, e não somente alimentar, mas conduzir ao pasto, ou mesmo prover pastagem para o rebanho. Nos tempos de seca, o pastor precisa encontrar erva e água para alimentar o rebanho. Era isto um tipo do pastor de almas, que, pela graça de Deus, deve sobrepor-se às diferentes crises que tenha que enfrentar, em condições de sempre prover o rebanho do vital alimento, pela orientação sadia, pela mensagem ungida, pela palavra vivificadora, ...alimentando com as palavras da fé e da boa doutrina bíblica... ( ITm. 4:6 ). É dever também do pastor de ovelhas proteger do mau tempo e dos animais ferozes ( Am. 3:12; I Sm. 17:34,35; At 20:28 ). Alem disto, o ofício pastoral incluía a obrigação de buscar e recuperar a ovelha fraca e a doente ou desviada ( Ez. 34:8; Lc. 15:7). Para tudo isto é necessário aquele amor que Jesus enfaticamente indagou haver em Pedro ( Jo.21:15-17 ). As qualidades do pastor Como parte dessas funções, o ministério pastoral abrange os seguintes encargos: 1) Doutrinar os irmãos, isto é, ensinar os irmãos a andar e viver segundo a Palavra de Deus ( I Tm. 3:2 ). 2) Apascentar o rebanho de Deus com cuidado e amor 0 I Pe. 5:1-3 ). 3) Exercer vigilância espiritual sobre o mesmo, proteger ( At. 20:28 ). 4) Admoestar com longanimidade, com amo ( At. 20:31; 2 Tm. 4:2 ). 5) Cuidar dos necessitados ( Gl. 2: 9,10 ). 6) Visitar os enfermos e ajudá-los com ministração e oração da fé (Tg.5:14,15) 7) Cumprir o papel de despenseiro dos mistérios de Deus ( I Co. 4:1,2 ). Assim como na vida do evangelista os dons de curar e operações de milagres estão presentes como sua credencial, o pastor também é aquele que opera nestas mesmas manifestações, e além disso ele tem governos operando através do seu ministério. Governar, administrar. Apascentar, pastorear, governar/administrar cabe àquele que recebeu do Senhor o Dom para isso, o evangelista não tem estas qualificações, ele evangeliza na unção, e a pessoa se converte, agora é com o pastor. Um homem que governa a Igreja de Deus. Só o homem que governa bem a sua casa terá suficiente autoridade para governar a Igreja de Deus ( I Tm.3:5 ). Entre os dons ministeriais, Paulo menciona "governos" ou habilitação de Deus para pastorear apropriadamente a sua Igreja ( I Co. 12:28 ). Esta habilidade para governar inclui: 1º - Capacidade para distribuição de serviço aos membros da Igreja. Agostinho diz: A cabeça dos desocupados é a morada de Satanás e os demônios procuram mãos ociosas para fazer a sua maligna obra. 2º - Capacidade para administração financeira. A habilidade do pastor para cuidar dos negócios da Igreja de modo proveitoso e honradamente inspira confiança nos membros para contribuir. Desperta o interesse de todos os fieis. Governar é uma capacidade que não se deve subestimar, pois dele depende a boa ordem, a estabilidade e o progresso da Igreja em todos os sentidos. É uma necessidade imperiosa no ministério do pastor, com a responsabilidade de governar a Igreja de Deus O apóstolo Pedro ensina ( I Pe.5:2,3 ). Aqui temos três regras de grande importância: 1ª - Não por constrangimento, mas espontaneamente, com o coração. 2ª - Nem por sórdida ganância, mas de boa vontade 3ª - Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelo do rebanho.( Pode mais a força do exemplo do que o exemplo da força). A função do pastor é guiar, servindo de modelo para o rebanho, sabendo que toda a autoridade edificante provém da Palavra de Deus, que o pastor ensina e pratica. O pastor que observa estas normas nunca lutará só; terá sempre a mão divina a ajudá-lo na solução de todos os problemas na Igreja. Terá paz e estará tranqüilo, na esperança de que, logo que o sumo pastor se manifestar, receberá a imarcescível coroa de glória ( I Pe. 5:2,4 ) Isto significa que o pastor , tendo em vista sua responsabilidade como administrador do rebanho ou administrador da Igreja, tem de se destacar também como expositor da Palavra de Deus.

Oficiais na Igreja


Oficiais na Igreja I Timóteo 3:1-13 Tito 1:5-9 1.Introdução a)Igreja tem de ter estrutura de governo,organização. Cada Igreja seu governo local ("kata polin") Pastor não tem lugar fixo, mas missões b)Presbíteros regentes e docentes(pastores) Diáconos "Bispo"= governador , superintendente c)Hierarquia: subordinação formal não significa que um ofício é mais importante que o outro. Não existe "promoção" de um ofício para o outro. d)Quem escolhe oficiais são os membros da Igreja. Função do pastor é de organizar e presidir a assembleia, orientar a Igreja sobre a escolha e ordenar os oficiais(At 14:23) e)Importância do ofício: boa obra (excelente), mas também trabalhosa, dura e difícil. Conduz e vela pelo rebanho. f)Importância da escolha: auto-análise do candidato(sem pretensão e reconhecedor da vontade de Deus), tão importante quanto a análise da Igreja sobre as qualificações. 2.Qualificações necessárias : não deve ser qualquer um Oficiais: diferente no ofício - qualificações iguais a)Irrepreensível: não existe ninguém sem pecado "anegkleton"(Tt) - não ser marcado por infâmia "anepilepton"(Tm) - não dá motivos para acusações Manter a autoridade e o respeito junto ao rebanho. Diferente do que se arrependeu de uma mancha grave b)Marido de uma só mulher: em todos os sentidos c)Não dado ao vinho: "paranoin"( para = excesso) Não precisa ser abstêmio. Não pode ser dependente Consequências da bebida:violência, falta de decoro, etc d)Governe bem sua Casa: Família: mulher(uma só carne) - vão servir juntos, filhos - crentes e obedientes Casa: bom administrador dos seus bens(mordomo) Vai cuidar de muitos "filhos"(rebanho) e administrar os bens de Deus. e)Não seja neófito : novato na fé Evitar orgulho que gere arrogância Falta de firmeza na doutrina pode induzir a erros f)Fiel à Palavra: firme no conhecimento Pureza doutrinária - não acrescenta, subtrai ou distorce Protetor da doutrina, sem escondê-la Sabe lidar com sutilezas maliciosas e com as curiosidades inúteis que não edificam Sabe reunir as ovelhas e afugentar os ladrões( que contradizem a doutrina) g)Hospitaleiro: saber acolher estranhos Não pode ser arrogante (se afastar das pessoas) h)Sóbrio e temperante: moderado e moderador i)Prudente: cuidadoso, vigilante j)Decoroso: se porta com decência k)Não tendencioso: caluniador, injuriador (fere com a língua - II Tm 2 : 24) Não usa de dois pesos ou duas palavras l)Não cobiçoso/avarento: Objetivo de vida não é a riqueza material (risco de desonestidade) Abre mão de lucro pessoal pelo ofício m)Exemplo fora da Igreja: deve ser considerado pelos não crentes como alguém diferente 3.Qualificações do Ofício: a)Presbítero/Pastor : apto a ensinar - Romanos 12:7 Dom do ensino não significa oratória, mas saber transmitir conhecimentos e não divagações. Para transmitir precisa conhecer a doutrina Que seja tão paciente para aprender quanto capaz de ensinar: - Dedicação ao estudo - Humilde para aprender com os outros - Consciente de não ser o dono da verdade b)Diácono: apto para servir Todo crente deve ser um servo, mas o ofício de diácono requer pessoas com uma dedicação especial para o serviço cristão 4. Como escolher: a)Pedindo ajuda a Deus : oração b)Entender a orientação de Deus na Bíblia : estudar c)Submetendo os nomes à prova: análise das pessoas conforme a orientação bíblica d)Evitar proselitismo: não fazer campanha política e)Se submeter à Soberania de Deus e aceitar a Sua vontade

GOVERNO E OFICIAIS DA IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO


GOVERNO E OFICIAIS DA IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO INTRODUÇÃO Há três tipos de governo eclesiástico no mundo, Episcopal, Presbiteriano, e Congregacional. Mas, há um só tipo de governo eclesiástico correto. O Governo da igreja que Jesus Cristo fundou é congregacional. Este é o único governo reconhecido no Novo Testamento para a igreja. Vamos examinar estes três tipos de governo na luz do Novo Testamento para que possamos entender melhor o que a Bíblia ensina. O GOVERNO EPISCOPAL Esta forma de governo é uma hierarquia. Esta hierarquia de Papas, Cardeais, Arcebispos, e Bispos, governam a igreja toda. Estes oficiais são superiores aos padres e pastores das igrejas e só eles tem o poder (autoridade) e direito para consagrar e governar os padres e pastores e suas igrejas. Estes homens decidem tudo que acontece nas igrejas e elas tem nada haver com as decisões deles. Todas as igrejas e pastores são responsáveis aos oficiais superiores das igrejas. Jesus Cristo ensinou o contrário no Novo Testamento, (Lucas 9:46-48, Mateus 20:20-28). O GOVERNO PRESBITERIANO Esta forma de governo é só uma variação do governo episcopal. Ela reconhece dois tipos de líderes que governam a igreja toda; Pastores e Presbíteros. Estes homens formam o concílio da igreja local. O concílio faz todas as decisões e negócios da igreja: como receber, despedir, e excluir membros; o que a igreja faz com seu dinheiro; quem será o pastor. Se uma igreja não concordar com a decisão do concílio, pode apelar à instância superior da igreja. Após pode apelar ao Presbitério da igreja presbiteriana toda, após ao Sínodo, e após ao Supremo Concílio, que é a autoridade mais alta e final da igreja Presbiteriana. Cadê tudo isto na Bíblia? O Novo Testamento ensina que Pastores, Presbíteros, Bispos, e Anciãos são nomes diferentes pelo mesmo ofício da igreja, (Atos 20:17 e 28, Filipenses 1:1, Tito 1:5-7, I Pedro 5:13). O Governo Congregacional e Independente é um desacordo irreconciliável com o Episcopado e o Presbiterianismo. O GOVERNO CONGREGACIONAL O governo da igreja do Senhor Jesus Cristo é congregacional. Uma Igreja Congregacional não tem o direito para fazer novas leis, nem anular os mandamentos de Cristo. Nenhum pastor nem igreja, tem direito para mandar em outra igreja nem pastor. Ela só tem direito para observar e obedecer os mandamentos e as leis (Bíblia) dados por Jesus Cristo seu cabeça. Ela é governada pela Palavra de Deus através da congregação toda. Não existe poder (autoridade) eclesiástico mais alto do que ela. Vamos notar a prova do governo congregacional e independente da igreja de Cristo no Novo Testamento. 1. A igreja (congregação toda) do Novo Testamento recebeu seus próprios membros. A comunidade toda da igreja em Roma foi mandada receber os novos convertidos, (Romanos 14:1). Também, a comunidade toda da igreja em Corinto recebeu de volta o homem incestuoso que se arrependeu do seu pecado, (II Coríntios 2:6-8). 2. A exclusão do homem incestuoso da igreja em Corinto foi feita pela votação (pela maioria) da igreja reunida, (I Coríntios 5:1-5, II Coríntios 2:6-8). Por isso, sabemos que o governo da igreja de Cristo é democrático e congregacional. Jesus Cristo mandou seu povo "dize-o à igreja" em Mateus 18:17, acerca da disciplina da sua igreja. Porque? Porque é a igreja toda que decide nestas coisas. 3. As igrejas do Novo Testamento escolheram seus próprios oficiais. Vamos ver! Lucas indica que a igreja inteira participou na escolha de Matias para tomar o Apostolado ausente por Judas Iscariotes, (Atos 1:23-26). Esta igreja apresentou os candidatos, orou buscando a vontade de Deus, e escolheu Matias. A igreja em Jerusalém escolheu seus diáconos, (Atos 6:1-6). Os Apóstolos não assumiram esta autoridade da igreja, mas a igreja toda assumiu esta obra e elegeu seus primeiros sete diáconos. A igreja em Antioquia escolheu e mandou seus próprios missionários, Paulo e Barnabé, (Atos 13:1-4). Foi a igreja que fez isto e não uma missão nem convenção. Só uma igreja local e visível tem a autoridade para escolher, consagrar, e mandar missionários. A consagração feita por uma missão ou convenção não é válida. Estes missionários eram responsáveis a sua própria igreja e não à uma missão nem convenção. A igreja em Jerusalém fez a mesma coisa, enviou Barnabé a Antioquia para organizar uma igreja pela autoridade da igreja em Jerusalém, (Atos 11:22). As igrejas no livro dos Atos dos Apóstolos elegeram seus próprios pastores, (Atos 14:23). "Por comum consentimento" significa eleger pelo estender ou levantar a mão, (então, é fazer votação). Foi as igrejas que fizeram isto, os missionários, (Paulo e Barnabé), somente dirigiram as igrejas certamente. As igrejas escolheram até os companheiros de Paulo nas suas viagens missionárias, (I Coríntios 16:3, II Coríntios 8:19 e 22, Atos 20:4). 4. A. H. Strong no seu livro (Teologia Sistemática) justamente observa nestes versículos (Romanos 12:6, I Coríntios 1:10, II Coríntios 13:11, Efésios 4:3, Filipenses 1:27, I Pedro 3:8) que eles "não são meros conselhos de submissão passiva, tais como poderiam ser dados sob uma hierarquia, ou aos membros da companhia de Jesus: são conselhos de cooperação e juízo harmonioso." 5. Devemos notar também as exortações dadas no Novo Testamento de conservar a doutrina e prática puramente, (I Timóteo 3:15, Judas 3, Apocalipse 2 e 3). Elas não são dadas por um Bispo para seus pastores inferiores, mas elas são dadas por um Apóstolo para as igrejas e seus pastores. Não existe no Novo Testamento a organização eclesiástica maior do que uma igreja batista local e visível. 6. Notamos que o mandamento para guardar as ordenanças certamente foi dado a igreja local e visível e não a hierarquia, nem missão, nem convenção, (Mateus 28:16-20, I Coríntios 11:2, 23-24). Concluímos que uma igreja batista é uma democracia pura que tem independência de todos os homens, hierarquias, missões, e convenções. Esta autoridade da igreja de Cristo não pode ser transferida para uma coisa maior do que ela. Ela tem um Cabeça (Jesus Cristo), uma constituição permanente e eterna (a Bíblia), e o Espírito Santo para guiá-la corretamente. Qualquer organização maior (que decide e manda o que a igreja faz) do que uma igreja local e visível está usurpando a autoridade dada a ela por Jesus Cristo. OS OFICIAIS DA IGREJA DE CRISTO Há dois, e somente dois, oficiais permanentes da igreja do Senhor Jesus: pastores e diáconos. O pastor é o oficial espiritual da igreja, e o diácono é o servo da igreja nas coisas temporais. 1. O Ofício do Pastor. Os três nomes para designar o ofício do pastor no Novo Testamento são: Bispo, Presbítero (ou Ancião), e Pastor. Estes nomes são nomes diferentes para descrever o trabalho e dever pastoral. A palavra pastor fala do dever pastoral de alimentar, proteger, defender, repreender, corrigir, e amar as ovelhas do rebanho. A palavra presbítero (ancião) fala do crescimento e experiência espiritual que um pastor tem que ter, quer dizer que ele não pode ser neófito (novato) nas coisas de Deus. A palavra bispo fala do trabalho pastoral em tomar o cuidado e superintendência da igreja. O Novo Testamento revela que estes três nomes falam do mesmo ofício da igreja. Atos 20:17 e 28 mostra que é a verdade, porque os anciãos do versículo 17 são os mesmos homens chamados bispos e pastores (apascentar) no versículo 28. I Pedro 5:1-2 indica a mesma verdade: os presbíteros são mandados apascentar (ser pastor) e ter cuidado (bispo) do rebanho. Além destes versículos deve estudar Efésios 4:11, Filipenses 1:1, I Timóteo 3:1-7, Tito 1:5-9, e Hebreus 13:7. A Bíblia dá as qualificações do pastor em I Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. Elas são obrigatórias e não opcionais. Uma igreja não deve nem tem direito para consagrar o homem não qualificado de ser pastor nem diácono. Não é ser somente qualificado na hora da sua consagração, mas é preciso continuar sendo qualificado. Se chegar o dia que o pastor consagrado não é mais qualificado de ser pastor, deve ser removido (tirado) do ministério. Os deveres do pastor são o cuidado e guiamento do rebanho, o ensinamento da Palavra de Deus, e a administração das ordenanças. 2. O Ofício do Diácono. O diácono é o servo da igreja e auxiliador do pastor. Este ofício começou em Atos 6:1-6 quando a igreja em Jerusalém escolheu estes homens para aliviar os apóstolos do cuidado das coisas temporais da igreja. Assim, os apóstolos puderam dedicá-los à Palavra de Deus e oração. Encontramos as qualificações do diácono em Atos 6:3 e I Timóteo 3:8-13. As qualificações do diácono não são opcionais, mas obrigatórias também. Uma igreja não deve consagrar ninguém ao ofício do diaconato nem permiti-lo continuar sendo diácono que não é qualificado ou deixa de ser qualificado. 3. A Consagração dos Ofícios da Igreja. O Novo Testamento ensina que os oficiais da igreja devem ser consagrados aos seus próprios ofícios. A consagração dos oficiais da igreja significa que estes homens (não há nada na Bíblia sobre consagrar mulheres a estes ofícios, são para homens só) são separados por Deus para este trabalho, e que a igreja está aprovando e autorizando-os para executar seus próprios ofícios. A consagração do Novo Testamento foi acompanhada pela imposição de mãos. A imposição de mãos é o símbolo da chamada de Deus e da autoridade da igreja. Os oficiais da igreja tem um grande privilégio e responsabilidade de servir nosso Deus. Deus nos ajude ser fiéis!

Oficiais da Igreja Primitiva


Oficiais da Igreja Primitiva Desde o princípio, Deus usou homens capacitados por ELE para determinados fins e tudo com o propósito maior de dirigir o Seu Povo. Esses homens não possuíam nenhuma capacidade sobrenatural, algo como poderes mutantes ou paranormais. Todos eles eram homens normais em essência, mas na prática, nem tão normais, pois não é todo dia que vemos alguém orando e fogo descendo do céu, e outro fazendo os astros celestiais estacionarem em suas orbitas até que o Povo de Deus obtivesse a vitória. O que os diferenciava esses homens dos demais era a capacitação vinda da parte do Espírito Santo de Deus. No Antigo Testamento essa capacitação era intermitente e com fins específicos. Mas essa realidade mudou a partir do derramar do Espírito no Pentecostes, outrora profetizado por Joel em seu livro (Joel 2.28). Na nova dispensação, Deus passa a conduzir seu povo através da ação do Espírito Santo na vida de homens escolhidos para este fim, conferindo a estes dons espirituais, habilitando e capacitando-os para exercer seus ofícios dentro da Igreja do Senhor. No contexto da Igreja Primitiva só encontramos duas classes de oficiais: Presbíteros e Diáconos. Estes eram os homens responsáveis por conduzir a Igreja do Senhor Jesus nos primeiros séculos. Os presbíteros eram os líderes e se dedicavam à direção das igrejas, ao ensino da doutrina cristã e à pregação do evangelho. A palavra grega “presbyteros” quer dizer "ANCIÃO". Nos tempos do NT os presbíteros também eram chamados de BISPOS. Tudo isso implicava no ofício de supervisionar o bom andamento da Igreja em todas as suas áreas. Os próprios apóstolos eram presbíteros (1ª Pedro 5.1), mas os demais presbíteros não são apóstolos, pois o colégio apostólico estava restrito àqueles que acompanharam o ministério de Jesus. Podemos ver isso muito bem descrito em Atos: “20b Tome outro o seu encargo (bispado). 21 É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, 22 começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. 23 Então, propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias. 24 E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido 25 para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar. 26 E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos.” (Atos 1:20-26). Portanto, qualquer reivindicação de credencial apostólica nos nossos dias é absurda, para não dizer mentirosa. Pressupondo que nenhum dos que testemunharam os eventos descritos no texto de Atos estão vivos, podemos dizer categoricamente que não existem mais apóstolos entre nós. O último homem chamado para o apostolado, foi Paulo, o qual não se julgava merecedor dessa graça, chamando a si mesmo de “nascido fora de tempo”. “8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” (1 Coríntios 15:8-10) Mesmo nascido fora de tempo, Paulo atendeu às credenciais apostólicas e fora constituído “apóstolo dos gentios” Romanos 11.13. A outra classe de oficiais que auxiliavam os presbíteros na condução do povo de Deus, eram os Diáconos: Os diáconos eram pessoa que ajudavam nos trabalhos de administração da igreja e cuidavam dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral. O diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã. Este oficialato foi instituído pelos apóstolos em Atos 6.1-7. Em função do crescimento da igreja, os apóstolos ordenaram a escolha de sete homens, crentes fieis que pudessem assistir os necessitados da Igreja. Junto com os presbíteros, os diáconos compunham a liderança da Igreja local, sobre a qual, os “plantadores de igreja” constituíam esses líderes primeiro, para depois seguirem no desbravar de novos campos (1ª Timóteo 3.8; Tito 1.5-9). Mas infelizmente, o que vemos ao longo da história, e especialmente em nossos dias, é uma crescente variedade de títulos eclesiásticos. Homens se “consagrando” apóstolos, patriarcas, arcanjos, papado, sacerdotes e tantos outros. Tudo isso em busca prestígio e reconhecimento dos homens. Pois aqueles que o Senhor reconhece são aqueles apresentados acima. Acredito que pelos constantes escândalos envolvendo líderes de igrejas, títulos tão belos como pastor, vem perdendo valor por parte da sociedade. Daí surge a necessidade de novos títulos, mas de nada adianta trocar o rótulo e conservar dentro de si a podridão do mundo e do pecado. Homens do Senhor, não busquem para vocês títulos, mas busquem fazer a vontade de Deus. O ÚNICO MERECEDOR DE RECONHECIMENTO E DE TODOS OS SANTOS TÍTULOS É O NOSSO SENHOR JESUS. Nós não passamos de servos inúteis. Como Identificar um Verdadeiro Apóstolo? Viu o Senhor: 1ª Coríntios 9.1, 15.8; Foi Escolhido e Enviado pelo Senhor: Lucas 6.13; João 6.70; Atos 9.15, 22.21; Testemunhou sua ressurreição: Atos 1.22; 1ª Coríntios 15.8-15; Lançaram e Formaram o alicerce da Igreja, da qual Jesus é a Pedra Angular: 1ª Coríntios 3.10; Efésios 2.20; Qualquer pessoa que não cumpra tais requisitos, não é apóstolo, e sim um impostor: Apocalipse 2.2; 2ª Coríntios 11.13-15; 2ª Timóteo 3.13.

Os Oficiais da Igreja Congregacional


Os Oficiais da Igreja Congregacional Rev. Eudes Lopes Cavalcanti - A Igreja, na sua expressão local, organizada de acordo com o padrão encontrado no Novo Testamentário, é uma instituição divina, segundo as Sagradas Escrituras: “à Igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos,...” 1ª Coríntios 1.2. “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” 1ª Timóteo 3.15. Para ministrar na Igreja local, Deus deu três categorias de oficiais cujos ministérios estão ligados intimamente a ela (Pastor, Presbíteros e Diáconos). Esses oficiais são escolhidos por Deus e referendados pela Igreja em sua assembleia de membros, que lhes dá um mandato para ser executado com a graça divina. O primeiro desses ofícios bíblicos é o de Pastor cuja escolha e ordenação é segundo a vontade soberana de Deus. Ao Pastor Deus deu a direção geral da Igreja sendo o mesmo responsável por ela diante do Senhor, diante das Igrejas irmãs, diante da Denominação e diante do Estado Brasileiro. No livro de Apocalipse os Pastores são chamados de anjos da Igreja. Em Jeremias 3.15 e em Efésios 4.11 nos é dito que os Pastores são dádivas de Deus a Igreja para promover a sua edificação espiritual. O segundo dos ofícios dentro da Igreja é o de Presbíteros que são conhecidos também por Anciãos, e que significa aqueles que recebem a incumbência de supervisionar a obra de Deus realizada pela Igreja. Os Presbíteros são classificados em Presbíteros Regentes e Presbíteros Docentes sendo esses últimos chamados também de Pastores ou Bispos. Os Presbíteros têm a função de pastoreio e estão ligados ao ministério da Igreja local para ajudar ao Pastor a apascentar a Igreja do Senhor. “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” Atos 20.28. Pedro, a exemplo de Paulo, reforça a idéia de pastoreio por parte dos Presbíteros. “Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbíteros com eles,... apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto” 1ª Pedro 5.1,2. O ministério de pastoreio implica em que os Presbíteros devem ajudar o Pastor no seu ministério, cabendo-lhes atribuições pastorais, tais como ensinar a doutrina, dirigir cultos, pregar o Evangelho, zelar pela vida espiritual da Igreja, visitar os enfermos, orar por eles e realizarem alguns atos pastorais delegados pelo Pastor da Igreja (celebrar a Ceia, oficiar cerimônia fúnebre, impetrar a bênção apostólica). O terceiro dos ofícios é o de Diáconos que foi instituído por Deus para cuidar das temporalidades da Igreja mui especialmente dos crentes que passam necessidades, segundo se extrai de Atos 6.1-3. Aos Diáconos compete ainda cuidar da boa ordem do culto, zelar pela Casa de Deus, distribuir a Ceia do Senhor e outras atividades delegadas pelo Pastor da Igreja. Os Diáconos que servirem bem tem da parte de Deus uma benção especial. “Porque os que servirem bem como Diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” 1 Tm 3.13. O trabalho dos Diáconos deve ser em harmonia com os outros oficiais citados visando o crescimento da Igreja. Na carta aos Filipenses Paulo os identifica em sua saudação como representantes daquela Igreja juntos com os Bispos (Pastores e Presbíteros) Fp 1.1. As qualificações desses ofícios encontram-se nos textos de 1ª Timóteo 3.1-7; Tito 1.5-9 (Pastores e Presbíteros) e Atos 6.3 e 1ª Timóteo 3.8-13 (Diáconos). Todos esses ofícios são dádivas do Senhor para cuidar da Igreja do Deus Vivo coluna e firmeza da verdade. Esses oficiais devem ainda trabalhar em harmonia com o Pastor da Igreja, servindo a Deus com humildade e dedicação. Para todos eles Deus tem reservado recompensas neste mundo e na eternidade (Malaquias 3.18; João 12.26; 1ª Coríntios 15.58; 1ª Pedro 5.4).

Liderança eclesiástica: os oficiais ordenados da igreja


Liderança eclesiástica: os oficiais ordenados da igreja Postado por Igor Pohl Baumann - Como se configura a liderança de uma igreja local, segundo a Bíblia? Qual a diferença entre os oficiais e líderes de uma igreja? A liderança no Novo Testamento era diversificada e, segundo Gene Getz, passou por duas fases de desenvolvimento. A primeira era composta por apóstolos e profetas, como Pedro e Ágabo. A segunda fase demonstrou que a igreja estava melhor organizada e dispunha de dois cargos oficiais, pastores e diáconos. O comum nestas duas fases era a atuação vibrante da igreja por meio do ministério pessoal de cada crente. Os termos bíblicos para liderança eclesiástica variam, mas se dividem em dois ofícios, o pastoral e o diaconal. Em linhas gerais, discute-se se as palavras bispo, presbítero e pastor eram termos que designavam ofícios diferentes ou termos sinônimos para a mesma função. Em Fp 1.1, Paulo reconhece a presença de bispos(Presbíteros), que literalmente significa supervisores, e diáconos na liderança da igreja. Em outras palavras, pastores ou supervisores e diáconos compõe a liderança ordenada de uma igreja local segundo a Bíblia. A Bíblia, portanto, testemunha e encoraja a presença de oficiais na dinâmica de uma igreja desde os primeiro séculos. Não reconhece, pois, a partir desta segunda fase observada por Getz, a presença de apóstolos ou profetas como oficiais da igreja; apenas como sendo os dons de plantar igrejas (apostolado) e o de pregar (profecia). Por isso, os oficiais que a igreja congregacional reconhece são os pastores, presbíteros(Bispos,Anciãos) e os diáconos. Eles são líderes chamados por Deus e autorizados pela igreja local a exercer sua liderança junto ao povo de Cristo. Tanto pastores quanto diáconos devem exercer suas funções de acordo com qualificações descritas claramente em 1ª Timóteo 3.1ss. Os pastores têm a função de apascentar o rebanho. A imagem do pastor é uma metáfora do Antigo Testamento vinculada ao trabalhador que cuidava de ovelhas e foi aplicada aos líderes da nação de Israel. Chegando ao Novo Testamento, a imagem do pastor foi aplicada aos supervisores das igrejas locais, isto é, aos líderes representativos das primeiras comunidades cristãs. O pastor é quem cuida do rebanho, devendo priorizar o ministério da palavra (pregação e ensino) e da oração como base para sua influência entre os demais, segundo Atos 6.4. Em outras palavras, ele deve ensinar a sã doutrina, refutar as heresias, expor fielmente a Palavra de Deus e dirigir a igreja local com os preceitos bíblicos. Os pastores devem ser respeitados pela igreja local (1ª Tessalonissenses 5.12,13); devem ser obedecidos (Hebreus 13.17); devem ser honrados e abençoados pela igreja (1ª Timóteo 5.17); eles são dignos de credibilidade, a menos que testemunhas confiáveis possam confrontar seus erros em amor (1ª Timóteo 5.19). Quanto aos diáconos, eles também devem estar qualificados para exercer o ofício. O ministério diaconal tem início em Atos 6.1-7, quando a igreja de Jerusalém experimentou crescimento numérico e precisava atender às demandas e necessidades das pessoas, auxiliando os apóstolos. Estevão, o primeiro mártir cristão, e Filipe, que pregou ao etíope, eram diáconos dentre outros apresentados pelo Novo Testamento. O significado da palavra diácono é literalmente servo. A palavra indica duas verdades. A primeira, significa que qualquer pessoa que serve ao Senhor é um diácono, sendo Jesus o modelo de servo-diaconal (Romanos 15.8). Jesus é o modelo e a base para todo e qualquer serviço na igreja. A segunda verdade, porém, é que a palavra diácono também assume um sentido específico, vinculado àquelas pessoas escolhidas para servirem na igreja local em áreas ministeriais de relevância para toda a igreja. São auxiliares dos pastores na condução e disciplina do povo de Deus. Para ser diácono é preciso estar dentro das qualificações estipuladas pela Bíblia em Atos 6.3 e 1ª Timóteo 3.8-12. A diferença básica entre o trabalho dos pastores e dos diáconos é a demanda contextual. O ministério dos pastores é supra-cultural, ou seja, independente do contexto, a igreja sempre precisará ser pastoreada, ensinada e liderada por homens de Deus. Por outro lado, o ministério dos diáconos deve ser efetivo ao suprir as necessidades de determinado contexto, que variam de um lugar para outro. As igrejas devem seguir o modelo bíblico para nomear seus oficiais. Em 1ª Timóteo 3.1-12, Paulo deixa bem claro quais devem ser as credenciais de um pastor e de um diácono. Os pastores e diáconos que seguirem essas orientações bíblicas e permitirem ser moldados por tais valores, certamente terão um ministério frutífero e que honra ao Senhor. A autoridade que Jesus outorga aos oficiais da sua Igreja é para amar, servir e dirigir o seu povo, sempre sob direção bíblica e intimidade com Deus. Pedro esclarece isso reiterando que a autoridade eclesiástica é para servir e não para escravizar, dominar ou manipular as pessoas (1Pe 5.2,3). Os que assim o fazem podem ser severamente advertidos: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor” (Jr 23.1). Os oficiais da igreja local, isto é, os pastores e diáconos devem inspirar pessoas sob seu cuidado e orientação para que se cumpra a profecia de Jr 3.15. Finalmente, o ensino sobre os oficiais de uma igreja cristã se aplica em que a salvação deve redundar em santidade e serviço; todos os salvos possuem pelo menos um dom para servir; servir é um privilégio; alguns são chamados para servir como oficiais ordenados da igreja; os oficiais da igreja podem ser pastores ou diáconos; esses ofícios existem para auxiliar a igreja a cumprir sua missão com excelência e alegria.

6 Marcas de um Pastor Atemorizado Diante de Deus


6 Marcas de um Pastor Atemorizado Diante de Deus - Por Paul Tripp - Quais os sinais que se produzem no coração de um pastor atemorizado diante de Deus, que são vitais para um ministério eficaz, produtivo e que honra a Deus? 1. Humildade Não há nada que se compare ao estar indefeso diante da maravilhosa glória de Deus, para colocar-lhe em seu devido lugar, para corrigir a maneira com que você se vê pessoalmente, para arrancar-lhe da sua arrogância funcional, e para tirar-lhe o vento das velas da sua justiça própria. Diante de Sua glória, eu me sinto despido, sem qualquer glória que ainda possa restar-me a fim de que eu possa exibir-me diante de outros. Enquanto eu me compare com outros, poderei sempre encontrar outra pessoa cuja existência parece fazer-me, por comparação, mais justo. Mas se eu comparar meus panos imundos ao puro linho, eternamente sem manchas, da justiça de Deus, eu correria a esconder-me com um coração dilacerado e envergonhado. E isto foi o que aconteceu com Isaías no capítulo seis. Ele está diante do majestoso trono da glória de Deus e diz: "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos." (Isaías 6:5). Isaías não está falando aqui em termos de uma formal hipérbole religiosa. Ele não está buscando tornar-se agradável diante de Deus por mostrar-se "ó, tão humilde". Não; Isaías aprendeu que só à luz da colossal glória e santidade de Deus, é que você poderá ter uma visão exata e correta de si mesmo e entender a profunda necessidade de ser resgatado com o resgate que só a graça gloriosa de Deus poderá prover-lhe. Com o correr do tempo durante sua vida ministerial, muitos pastores chegam a se esquecerem de quem são eles. Têm uma visão inchada, destorcida, grandiosa de si mesmos, que os mantêm altamente inacessíveis, e que lhes permitem justificar seus pensamentos, seus desejos, as coisas que dizem, e a fazerem aquilo que, biblicamente, não é justificável fazer. Eu já "estive lá" e, de quando em quando, caio outra vez no mesmo erro. Em ocasiões como essas, eu tenho que ser resgatado de mim mesmo. Quando você está sobremodo maravilhado de si mesmo, você se posiciona para ser hipócrita, controlador, super confiante, e um autocrata eclesiástico extremamente crítico. Você, inadvertidamente, constrói um reino em cujo trono você mesmo se assenta, não importa o quanto afirme que tudo o que você faz, o faz para a glória de Deus. 2. Sensibilidade A humildade, que só este sentir atemorizante de Deus pode produzir no meu coração, cria em mim, sensibilidade pastoral para com as pessoas que carecem da mesma graça. Ninguém pode compartilhar graça melhor do que aquele que está profundamente convencido de que ele mesmo necessita esta graça, e a recebe de Cristo. Esta sensibilidade me faz afável, gentil, paciente, compreensivo e esperançoso diante do pecado alheio, sem nunca comprometer o chamamento santo de Deus. Protege-me de estimativas como "... não acredito que você pudesse fazer uma coisa dessas!," o que, diga-se, me faz essencialmente diferente de todos os demais. É difícil apresentar o Evangelho a alguém, quando você está contemplando esse alguém, com superioridade. Confrontar os pecados dos outros com uma sensibilidade inspirada em meu assombro diante Deus, me livra de ser um agente de condenação, ou de esperar que a lei cumpra aquilo que somente a graça pode cumprir, e me motiva a ser um instrumento dessa graça. 3. Paixão Não importa o que está funcionando, ou o que não está funcionando bem em meu ministério, não importa quais as dificuldades que eu esteja vivendo, ou tampouco importa as lutas pelas quais eu esteja passando, a influente glória de Deus me anima a levantar-me pela manhã e fazer aquilo para o qual fui dotado e chamado para fazer, e faze-lo com entusiasmo, coragem e confiança. Minha alegria não se deixa maniatar pelas circunstâncias ou pelos relacionamentos, e meu coração não é tomado por qualquer direção em que ditas circunstâncias e relacionamentos o queiram levar. Tenho toda razão para alegrar-me porque sou um filho escolhido, e um servo recrutado pelo Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o grande Criador, o Salvador, e meu Chefe. Ele está sempre perto e é sempre fiel. Minha paixão pelo ministério não depende de como eu esteja sendo recebido. Minha paixão flui da realidade de que eu fui recebido por Ele. Não me entusiasmo porque as pessoas possam gostar de mim, mas porque Ele me tem aceitado e me tem enviado. Não estou apaixonado por meu ministério, por ser, o ministério, algo glorioso, mas sim porque Deus é eternamente e imutavelmente glorioso. Assim eu prego, ensino, aconselho, lidero e sirvo com uma paixão evangélica que inspire e acenda o mesmo sentir naqueles ao meu redor. 4. Confiança Confiança - aquele sentimento de bem-estar e de capacitação, me vem de conhecer Aquele a quem sirvo. Ele é minha confiança e minha habilidade. Ele nunca irá chamar-me para uma tarefa para a qual não me tenha capacitado. Ele tem mais zelo pela saúde de sua igreja do que eu jamais poderia ter. Ninguém tem maior interesse no uso dos meus dons do que Aquele que me outorgou ditos dons. Ele está sempre presente e sempre de boa vontade. Ele é todo-poderoso e todo omnisciente. Ele é ilimitado em amor e glorioso em sua graça. Ele não muda; para sempre é fiel. Sua Palavra nunca cessará de ser a verdade. Seu poder para salvar nunca será exaurido. Seu governo nunca deixará de existir. Nunca será conquistado por algo maior do que Ele mesmo. Assim, eu posso fazer com confiança tudo o que Ele me chamou para fazer, não em virtude de quem eu seja, mas porque Ele é o meu Pai, e é glorioso em todos os aspectos, em todos o sentidos. 5. Disciplina O ministério pastoral, nem sempre é glorioso. Muitas vezes as suas expectações ingénuas, são apenas isso – ingenuidade. E algumas vezes se levará mais do que um ministério de sucesso e a apreciação do povo para arrancar-lhe da cama e cumprir o seu chamado. Outras vezes você não verá muitos frutos como o resultado de seus esforços e tampouco terá muitas esperanças de uma colheita breve e abundante. Algumas vezes você se verá traído e se sentirá sozinho. Então, a sua disciplina precisa estar arraigada em alguma coisa mais profunda do que sua avaliação horizontal de como as coisas pareçam estar caminhando. Eu estou cada vez mais convencido, em minha própria vida, de que uma auto-disciplina robusta e firme, do tipo essencial para um ministério pastoral, está solidificada na adoração. A gloriosa existência de Deus, Seu caráter, Seu plano, Sua presença, Suas promessas e Sua graça, me fornecem a motivação para trabalhar com ardor e nunca desistir, sem importar-me se estamos vivendo sob um tempo de amenidade, ou se estamos sob uma época tempestuosa. 6. Repouso Finalmente, enquanto contemplo minha própria fraqueza e os distúrbios da igreja local, o que poderá trazer verdadeiro repouso ao meu coração? A Glória! Esta lhe dará repouso. É o conhecimento de que nada é tão difícil para o Deus a quem você serve. É a segurança de que todas as coisas são possíveis para Ele. É saber, como Abraão, que Aquele que fez todas aquelas promessas, é fiel para cumpri-las. Ainda que pareça haver múltiplas razões no nível horizontal para fazer-nos ansiosos, eu não permitirei que meu coração seja raptado por preocupação ou medo, porque o Deus de inestimável glória, que me tem enviado, Ele mesmo prometeu: "Eu serei contigo." Eu não tenho que fazer joguinhos mentais comigo mesmo. Eu não tenho que negar, nem minimizar a realidade a fim de que me sinta bem, porque Ele já tem invadido minha existência com Sua glória, e eu posso descansar até mesmo, e de certa forma, no conceito truncado do "já" e do "não ainda" cumprido e realizado. Recuperando nossa perplexidade diante de Deus Em conclusão, eu não tenho uma fórmula de estratégias para lhe oferecer. Mas lhe aconselho a correr agora, e correr rapidamente ao seu Pai de aterrorizante glória. Confesse a ofensa do seu tédio ministerial. Ore e peça por olhos abertos aos 360 graus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, para que você veja a exibição da glória à qual você tem estado cego. Determine-se dedicar uma porção de cada dia para meditar na glória de Deus. Clame, busque com vigor a ajuda de outros e lembre-se de estar agradecido por Jesus quem lhe oferece Sua graça, mesmo ainda naqueles momentos quando essa graça não é, nem no mínimo, gloriosamente valiosa para você como deveria ser.