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segunda-feira, 28 de março de 2016

A Trindade


O cristianismo sempre teve seus oponentes, incluindo muitos que se professam cristãos. Alguns desses inimigos da fé menosprezam a doutrina e louvam a prática, exortando os cristãos a mais e mais ações em vez de aprendizado inútil, especulação e controvérsias doutrinárias causadoras de divisão. Ainda outros depreciam a doutrina e insistem que a santidade consiste em ouvir Deus como ele nos fala através da igreja, dos amigos e de nosso coração. A estas pessoas, e aos cristãos enganados por elas, um livro inteiro sobre a Trindade deve ser um enigma. Por que alguém leria um livro como esse, sem falar em escrevê-lo? Alimentar os famintos e abrigar os sem-teto não são coisas mais importantes que entender a diferença entre homoousios e homoiousios? Quem afinal liga, pouco que seja, para sabelianismo e arianismo? Esquadrinhar o próprio coração não é mais importante que esquadrinhar um tratado sobre a Trindade? Infelizmente para essas pessoas, elas estão enganadas, e erros como esse podem lhes custar suas almas. Cristianismo não é ação nem introspecção: é verdade. Cristianismo é doutrina, ensino, teoria, verdade; não é prática, ação ou alvoroço. Sem dúvida certo tipo de comportamento é resultado do cristianismo, mas o comportamento em si não é cristianismo. Confundir as duas coisas é cometer um erro tão sério quanto confundir justificação e santificação, fé e obras. Qualquer um confuso sobre esses pontos corre risco de inferno. Todavia é muito popular hoje em dia em alguns círculos alegadamente cristãos se enfatizar a ação e ignorar a doutrina, como se a ação fosse a coisa importante. Esse ponto de vista é estranho às Escrituras, que ensinam justificação por meio da fé somente e santificação por meio da verdade. O apóstolo Pedro, para citar apenas um exemplo, diz-nos que todas as coisas que pertencem à vida e à piedade vêm por meio do conhecimento de teologia. Todas as coisas. Mas a ênfase de Cristo, de Paulo, de João e de Pedro ― isto é, a ênfase de Deus ― no conhecimento encontra-se totalmente ausente na igreja cristã professante. Sentir e fazer, e não conhecer, têm primeiro lugar na vida da maioria das igrejas e cristãos. Por vezes não cristãos, e até mesmo anticristãos, entendem o cristianismo melhor do que cristãos, ou pelo menos melhor do que aqueles que se pretendem cristãos, mas não o são. Um desses anticristãos que entendia muito bem a importância da doutrina de Deus viveu cem anos atrás. Ele escreveu: Quando se abandona a fé cristã, subtrai-se de si mesmo também o direito à moral cristã. Esta não é absolutamente algo evidente em si: precisamos sempre enfatizar esse ponto, apesar dos cabeças-ocas ingleses. O cristianismo é um sistema, uma visão elaborada e total das coisas. Se arrancamos dele um conceito central, a fé em Deus, despedaçamos também o todo: já não temos nada de necessário nas mãos. O autor dessas palavras é Friedrich Nietzsche, que odiava Cristo e tudo o que ele representava. Mas Nietzsche pelo menos entendia o que Cristo representava. É impossível dizer isso acerca de muitos cristãos hoje. Esperamos que este livro seja usado por Deus para preservar e proteger a sua verdade contra seus inimigos e pretensos amigos. John Robbins

Sabelianismo


A falha judaica em ver mais que uma Pessoa como Deus adentrou as igrejas cristãs – com esta tão importante diferença: Eles tinham algo a dizer sobre Cristo. As visões possíveis sãos essas: há três deuses independentes; há apenas um Deus que aparece e opera em três modos; há apenas uma Pessoa que é Deus e Cristo foi sua primeira criação; e finalmente há uma Divindade existindo em três Pessoas. Este tratado gastará algumas páginas sobre o Sabelianismo e então expandirá sobre o conflito entre arianos e atanasianos. Até o ponto que Sabélio está pessoalmente envolvido, o único fato que precisa ser mencionado é que ele foi condenado em 263 d.C.. Sua teologia, portanto, não deve ser ignorada, apesar dos ecos de suas visões terem esporadicamente soado aqui e ali através dos últimos séculos. Sabelianismo é a visão de que Deus é uma única pessoa; não há uma segunda pessoa chamada Filho, nem uma terceira chamada o Espírito. Antes, quando Deus é ativo na criação do universo e o controlando, ele deve ser chamado Pai; quando ele está ativo na redenção, ele deve ser chamado Filho; e quando ativo na santificação ele é chamado Espírito. Os três nomes significam três atividades diferentes da mesma Pessoa. Certamente os sabelianos poderiam reconhecer Cristo como Deus, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, e isso soa muito bom para o público cristão; mas Filho foi apenas um nome para um dos três tipos de atividades de Deus. Sabelianismo, mesmo que uma justiça superficial seja feita ao Novo Testamento – e isso foi uma preocupação maior no século II do que no século XX – implica ou no mínimo coincide com o que foi chamado Patripassianismo, ou seja, que foi o Pai quem sofreu na cruz. Está não é realmente a dedução lógica do sabelianismo, porque os sabelianos diriam que Deus sofrendo na cruz é apropriadamente chamado Filho, e não Pai; e um historiador pode desejar manter certos grupos distintos; mas um não pode ficar surpreso com a confusão do terceiro século. Tertuliano causticamente comentou que essas pessoas “põem o Paracleto em fuga e crucificam o Pai.” Em resposta a tais visões, uma das evidências do Novo Testamento a ser citada que Deus não é uma Pessoa vem da fórmula batismal de Mateus 28:19, “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Romanos 6:3 e Gálatas 3:27 usam Cristo apenas e não mencionam o Pai nem o Espírito. A últimas das duas referências não harmoniza com o sabelianismo, porque, ao contrário, é sem sentido batizar em uma função de uma pessoa de três funções. Quanto à fórmula trinitariana alguém pode perguntar, se o Pai é simplesmente uma função, como o Filho e o Espírito são funções, essas são funções de quê? Quanto à interpretação sabeliana, há no verso nenhuma menção de qualquer Pessoa divina. Um batismo sabeliano requereria algo como “eu te batizo em nome da criação, redenção e glorificação.” Obviamente esta não é a fórmula cristã, e esta de modo algum pode se ajustar ao sabelianismo. Deve-se notar que no Novo Testamento o termo Pai nas passagens pertinentes não expressa uma relação com o homem. O Pai é o Pai do Filho. Mas atividades, como criação e redenção, não pode ser do pai e do filho. Em outras palavras, a fórmula tripla não salienta sobre o que Deus faz; ela salienta o próprio Deus como triplo. Em adição à fórmula batismal há a Bênção Apostólica: “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos vocês. Amém.” A ordem dos nomes aqui é peculiar. Sabelianismo requereria Deus ser mencionado primeiro, e então, estranhamente eles encontrariam apenas duas das três atividades na fórmula. Mesmo um trinitariano é surpreendido por o Pai não ser mencionado primeiro. De fato, o Pai de modo algum é mencionado. O trinitarianismo pode permitir um identificação de Deus com Pai e assim separar de Deus o Filho e o Espírito? Hodge estranhamente nem mesmo menciona a dificuldade em seu Commentary on II Corinthians [Comentário sobre II Coríntios]. Alguém pode, portanto, entender que à medida que o cristianismo começou a aparecer distinto do judaísmo contínuo, e contudo não totalmente emerge da fraseologia do Antigo Testamento, que o termo Deus deve ser mantido como uma designação do Pai, no lugar de aplicá-lo uniformemente ao Filho e ao Espírito. Veja, por exemplo, Gálatas 1:1, 3; Efésios 3:14; et al., onde Paulo usa a frase: “Deus o Pai.” De fato, isso é de algum modo a razão que forçou Atanásio, no próximo século, a insistir na Deidade de Cristo. Somando-se a essas duas fórmulas, o Novo Testamento contém muitas indicações maiores ou usualmente menores de que há três Pessoas, não apenas três atividades. Uma das passagens mais longas é a Oração Sacerdotal em João 17. Uma função não pode orar a uma função. Além do que, a passagem em muitos lugares distingue o Filho do Pai. Tome por exemplo o versículo 5: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” Distinções pessoais dificilmente poderiam ser mais claramente postas. Ou abaixo no versículo 18: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” Mas funções não mandam funções. Deve-se notar, e isso será mencionado posteriormente na seção sobre Agostinho, que os termos Pai, Filho e Espírito não expressam três relacionamentos para com os seres humanos criados. O Filho é o Filho do Pai. O Pai e o Filho enviam o Espírito Santo. Ele era o Espírito antes de ele ser enviado. Mesmo quando Cristo diz, “Eu e meu Pai somos um,” nós não apenas temos a distinção entre “eu” e o “Pai”, mas também o um é um neutro e não um masculino. O Pai e o Filho endereçam um ao outro como “Eu” e “Tu.” O Filho ora ao Pai. Essas distinções, que dificilmente podem ser negadas como sendo distinções pessoais, são conclusivas contra o Sabelianismo. Um pequena lista de versículo pertinentes é Mateus 3:17; 11:27; 26:53; Lucas 2:49; João 2:16; 5:22, 23: 8:54; 14:2, 13, 16, 21, 24, 26; I Coríntios 12:3; e Hebreus 1:5. Sabelianismo agora está extinto. Teólogos recentes que categorizam este ou aquele herético como sabeliano, talvez Serveto, estão incorretos. Shedd (History of Christian Doctrine [História da Doutrina Cristã], 377) acusa Scotus Eriugena de sabelianismo e acrescenta que outros teólogos fazem a mesma acusação contra Abelardo. Caroli acusou Calvino de sabelianismo! Strong (I, 327, 328, notas) cuidadosamente e confusamente duas vezes faz referência a Horace Bushnell. A razão do sabelianismo está extinto é que desde o quarto século os descrentes tem regularmente admitido que Cristo era uma pessoa. Ele negam que ele era uma Pessoa divina. Nem eles agora tentam muito defender suas visões em bases bíblicas, porque eles repudiaram inerrância. Portanto, os unitarianos do século dezenove e os grupos apóstatas do século vinte não são sabelianos. Tanto em história – porque Atanásio deu pouca atenção a Sabélio – como em lógica, o próximo passo é mostrar que Jesus, a pessoa que andou pela Palestina, era Deus encarnado. Nós chegamos, portanto, no desenvolvimento da doutrina da Trindade à defesa da Deidade de Cristo, e disto Atanásio ocupou-se no Concílio de Niceia. Fonte: CLARK, Gordon H. The Trinity. 2. ed. Jefferson, Maryland (E.U.A.): Trinity Foundation, 1990. p 8-12. Tradução: Jazanias Oliveira

A necessidade da Trindade


As implicações da doutrina da Trindade oferecem a cura para o socialismo (coletivismo) e para o individualismo (libertarianismo). Socialismo, Marxismo e todas as formas de coletivismo, elevam a importância do grupo, da sociedade, e do estado em detrimento do indivíduo e dos seus direitos e liberdades, e assim estabelecem a base para a existência de um governo absoluto e soberano do estado, que não contempla o indivíduo e destrói a criatividade, a liberdade e vida humana. Nessa visão, o cidadão como indivíduo é sacrificado quando necessário para o bem do estado, ou quando é do interesse do estado. Stalin, Mao, e sua corja, mataram milhões de seus próprios cidadãos para o bem geral do estado. Os Estados Unidos matam através do aborto milhões de bebês não nascidos para o bem estar maior da sociedade. O individualismo democrático, também chamado de libertarianismo, é o oposto do socialismo. Enquanto todas as formas de socialismo acreditam na soberania do estado, o libertarianismo acredita na soberania e na autonomia do indivíduo. Assim exalta o indivíduo em detrimento do grupo. As atividades legítimas do estado e a validade de leis universais são negadas. Nessa visão, por exemplo, o casamento como uma instituição é descartada e os desejos dos indivíduos reinam supremos. Leis proibindo o aborto ou o comportamento homossexual são vistas como restrições ilegítimas sobre a autonomia individual. Uma perspectiva cristã trinitariana da vida e da sociedade permanece sobre e contra essas visões, porque não acredita nem na soberania do estado nem na soberania do indivíduo, mas na soberania do Deus trino. Não exalta o grupo em detrimento do indivíduo, nem o indivíduo em detrimento do grupo. A ênfase da Bíblia é sobre o indivíduo dentro de um contexto de família trabalhando pela igreja discipulando as nações do mundo (Mt. 28:19-20). A Bíblia reconhece a importância equivalente do indivíduo particular e da sociedade humana em geral. Nenhum dos dois é soberano. Apenas Deus é soberano, e todos os indivíduos e sociedades estão subordinados a Ele para viverem em termos da Sua ordem e plano de vida revelados. A Palavra de Deus é um manual autoritativo e suficiente de direções para indivíduos e grupos, sobre moralidade privada e justiça pública. Fonte: Joseph C. Morecraft, III, Authentic Christianity (Powder Springs, Georgia: American Vision Press, 2009) p. 388-389, Volume 1 Tradução: Isaac Barcellos

Como a Trindade trabalha em conjunto na Salvação


Uma das percepções mais importantes da teologia Reformada é a unidade das obras da Trindade. Calvinistas creem que Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo estão unidos na obra de redimir a humanidade perdida. Não cremos que eles ajam um contra o outro, ou mesmo um sobre o outro, mas um com o outro em nossa salvação. Por exemplo, Jesus não morreu para convencer o Pai a mudar sua atitude para conosco, de inimizade a amor. Antes, Jesus morreu na cruz por causa do amor do Pai por nós, como João 3.16: diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O Pai e o Filho estão unidos em sua obra pela salvação daqueles que creem: o Pai elegendo e enviando o seu Filho; o Filho expiando pelos pecados daqueles escolhidos e dados a ele pelo Pai (João 6.37-40). A mesma harmonia existe entre o Filho e o Espírito. Jesus não morreu pelos pecados de todas as pessoas, ao passo que o Espírito Santo aplica os benefícios de sua obra meramente a alguns. Antes, o Espírito Santo regenera precisamente as pessoas por quem Jesus ofereceu sua obra expiatória, de forma que a obra da segunda e terceira pessoas da Trindade se harmoniza perfeitamente. Essa ênfase sobre a unidade da Trindade na salvação pode ser vista nas doutrinas da graça, na forma como estão organizadas pelo acróstico TULIP. As doutrinas da graça começam com um problema: T— a depravação total do homem. A resposta a esse problema é suscitada pela obra unificada da Trindade. Ela começa com a eleição incondicional, que é focada no propósito soberano do Pai na predestinação. A salvação é então realizada pela obra expiatória de Jesus sobre a cruz, a qual, de acordo com a expiação limitada, foi oferecida por aqueles eleitos pelo Pai. Essa salvação é então soberanamente aplicada àqueles mesmos indivíduos eleitos pela obra regeneradora do Espírito Santo, que é o ponto da graça irresistível. Portanto, assim como a eleição incondicional descreve a graça do Pai e a expiação limitada descreve a graça do Filho, a graça irresistível apresenta a graça do Espírito Santo. Embora reconhecendo que onde um membro da Trindade age, todos estão envolvidos, podemos identificar a graça irresistível como a própria doutrina da graça do Espírito Santo. Fonte: What’s So Great about the Doctrines of Grace?, por Richard Phillips. Tradução: Felipe Sabino

domingo, 27 de março de 2016

A Importância da Ressurreição de Cristo


A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO=========================================#jesusressuscitou

Publicado por Pr. João Alexandre em Domingo, 27 de março de 2016

O Sacrifício de Jesus


O SACRIFÍCIO DE JESUS - Filipenses 2:5-11.=====================

Publicado por Pr. João Alexandre em Sexta, 25 de março de 2016

sábado, 5 de março de 2016

Conheça os Congregacionais - Igreja transparente para Glória de Cristo Jesus


História da igreja Congregacional

Publicado por Igreja Evangelica Congregacional em Terça, 5 de janeiro de 2016