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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A parte do chamado pastoral da qual ninguém fala


A parte do chamado pastoral da qual ninguém fala - O que vem à sua mente quando você considera o chamado para o ministério pastoral? Pregar a verdade de Deus para um público extasiado? Entregar doses ofuscantes de oratória brilhante para uma plateia? Desvendar os mistérios do casamento quando estiver aconselhando? Ser um líder arrojado, dinâmico e visionário que desenvolve um modelo cativante de ministério? Em 2ª Coríntios 1.8-11, é-nos oferecido um relance do diário de Paulo, um pedaço da vida de um homem no ministério. E o relance revela uma verdade surpreendente: o chamado ao ministério é um chamado ao sofrimento. Esses versos trazem definição, claridade, e talvez mais importante, realidade ao ministério pastoral. Eles servem como um chamado para testar a masculinidade. O chamado ao ministério não é um chamado para a celebridade, mas um chamado para o sofrimento. O chamado ao ministério não é um chamado para o conforto, mas para a fraqueza. Se você não está disposto a sofrer pela causa do evangelho, você pode querer considerar outra vocação. Do versículo 8 ao versículo 10, Paulo nos apresenta a uma experiência horrível que ele teve na Ásia. Ele diz: Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos. Paulo não especifica os detalhes dessa tribulação. Poderia ter sido o tumulto em Éfeso (Atos 19), poderia ter sido algum tipo de briga com bestas selvagens (1ª Coríntios 15.32) ou poderia ter sido perseguição ou doença. A natureza precisa da experiência nos foi retida, o que provavelmente significa boas notícias! Por quê? Porque Deus fala a todos nós através das palavras de Paulo. Nós podemos, num sentido, importar a tribulação de Paulo dentro da nossa própria perturbação. Nós podemos não saber o contexto da aflição de Paulo, mas nós sabemos que foi além da força dele em suportar. Na verdade, isso fez com que ele se desesperasse por sua própria vida! Pense no que está sendo dito aqui. Paulo está descrevendo um tipo de período pré-suicídio. Ele usa palavras que descrevem um massacre emocional. Era uma experiência de fraqueza incompreensível. Paulo estava destruído, sem meios de escapar. Ele estava em tal aflição emocional, que sentiu como se tivesse recebido uma sentença de morte. Você ainda quer estar no ministério? Se sim, você também pode passar um tempo na “Ásia”. Podem haver momentos nos quais você se sinta destruído, aprisionado e sem esperanças. O seu calendário pode evaporar vagarosamente diante dos seus olhos. O som gigante de sucção pode ser a paixão deixando o seu coração conforme você luta contra a falta de esperança. Você está preparado para esse tipo de experiência no ministério? Antes de você abandonar o seminário, há boas notícias. Paulo não escreveu essas palavras simplesmente como um exercício terapêutico. Paulo preservou essa história porque ele queria recontar o livramento que ele experimentou. Deus também quer que você saiba que você também experimentará esse livramento. Claro, haverá dor. Algumas vezes, como foi com Paulo, a dor irá ser sem precedentes! Mas você pode avançar pelo ministério confiante de que Deus irá encher a sua dor de propósito, assim como ele fez com Paulo. Olhe para as primeiras palavras no versículo 9. “Para que não confiemos…”. Paulo está dizendo que havia um Escritor para o seu drama – aquele que estava ordenando certos resultados e dando significado às aflições que ele estava experimentando. Esse Escritor era o próprio Deus. Deus intencionalmente levou Paulo a um lugar de fraqueza no ministério, o qual, por sua vez, levou Paulo ao desespero. Por que Deus faria isso? Porque Deus se importa muito com em quê ou em quem nós confiamos. Sabe de uma coisa? Nós não levamos em consideração a questão da confiança tão seriamente como Deus leva. Deus é tão sério a respeito da nossa confiança que ele criará os piores momentos em nossas vidas para nos forçar a confiar nele. Algumas vezes, o melhor trabalho de Deus acontece quando somos forçados a parar de tentar decifrá-lo e temos que começar a confiar nele. Em meio a essas tribulações, nós não entendemos por que as estamos experimentando. Por dois anos, José foi um brilhante exemplo de pureza, mesmo quando a esposa de Potifar procurava seduzi-lo. Então, inesperada e inexplicavelmente, ele foi posto na cadeia. Sem discussão, sem explicação, sem interpretação – Deus o move do palácio à prisão. Lendo Gênesis confortavelmente numa filial da Starbucks, nós podemos ver porque Deus permitiu que isso acontecesse. Mas José não sabia o porquê. Se você é chamado ao ministério, espere momentos como o de José. Aprisionamento no fogo da aflição, onde a dor parece arbitrária e sem sentido. Algumas vezes, simplesmente apraz a Deus sacudir as nossas vidas. E é engraçado, mas ele não se sente obrigado a se explicar para nós. Nessas oportunidades, o alvo de Deus será, em parte, produzir confiança em nós. Confiança quase sempre envolve o podar e o se despir. Os homens que consideram o ministério precisam ouvir algumas notícias sóbrias. Se você plantar uma igreja ou se tornar um pastor, Deus irá inevitavelmente conduzir você através de tribulações, onde não há uma resposta clara à questão do “por quê”. Um jovem presbítero pode ser afetado pelo câncer. Por quê? Um casal mais velho irá causar divisão na sua igreja. Por quê? Seu amigo mais próximo irá deixar a igreja. Por quê? Enquanto você pondera o chamado ao ministério, pergunte a si mesmo: “Eu estou disposto a sofrer emocionalmente ou mentalmente pela causa do evangelho?”. Antes de você responder, contudo, lembre-se que esse sofrimento não é aleatório ou sem objetivo. Deus planta o evangelho mais profundamente quando ele semeia o sofrimento em seus servos. Pastores eventualmente descobrem que Deus não só faz todas as coisas cooperarem para o bem (Romanos 8.28), mas também faz com que o sofrimento do pastor coopere para o bem das pessoas a quem ele serve. O sofrimento virá. Mas a lição da confiança e da experiência do livramento farão com que isso valha a pena! Por: Dave Harvey. © 2016 Am I Called? Original: THE PART OF PASTORAL CALLING THAT NOBODY TALKS ABOUT (BUT PROBABLY SHOULD) Tradução: João Pedro Cavani. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: A parte do chamado pastoral da qual ninguém fala Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais. Dave Harvey Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Em 2001, concluiu o doutorado em Cuidado Pastoral, pelo Westminster Theological Seminary.

sábado, 23 de abril de 2016

Frases selecionadas do Dr. Martyn Lloyd-Jones


Frases selecionadas do D. Martyn Lloyd-Jones Um dos maiores perigos da vida espiritual é viver em função de suas próprias atividades. Em outras palavras, a atividade não está em seu devido lugar como algo que você faz, mas tornou-se algo que o leva a manter-se em movimento. D. Martyn Lloyd-Jones A maneira de provar a si mesmo, a maneira de provar qualquer homem, é olhar debaixo da superfície. D. Martyn Lloyd-Jones Minha opinião acerca de tudo o que me acontece dever ser regida por estas três coisas: a compreensão que tenho acerca de quem sou, a consciência que tenho de para onde vou, indo e o conhecimento que tenho do que me espera quando eu chegar lá. D. Martin Lloyd-Jones Esta é a coisa fundamental, a mais séria de todas: que estamos sempre na presença de Deus. D. Martyn Lloyd-Jones Deus não pára para consultar-nos. D. Martyn Lloyd-Jones O diabo pode dirigi-lo de forma extraordinária... Há poderes que podem simular quase todas as coisas na vida cristã. D. Martyn Lloyd-Jones Se fosse possível colocar o Espírito Santo num livro de farmacologia, eu o colocaria junto aos estimulantes, pois é ali que ele deve estar. D. Martyn Lloid-Jones Nunca nos esqueçamos de que a mensagem da Bíblia dirige-se em especial à mente, ao entendimento. D. Martyn Lloyd-Jones Tudo é pela graça na vida cristã, do início ao fim. D. Martyn Lloyd-Jones A chave para a história do mundo é o reino de Deus. D. Martyn Lloyd-Jones Algumas vezes penso que a própria essência de toda a posição cristã e o segredo de uma vida espiritual de êxito estão em reconhecer apenas duas coisas: preciso ter confiança completa e absoluta em Deus e nenhuma confiança em mim mesmo. D. Martyn Lloyd-Jones A humildade está entre as principais de todas as virtudes cristãs; ela é a marca registrada do filho de Deus. D. Martyn Lloyd-Jones O fato de colocar todos os cadáveres eclesiásticos em um só cemitério não provoca uma ressurreição. D. Martyn Lloyd-Jones A coisa mais difícil do mundo é tornar-se pobre de espírito. D. Martyn Lloyd-Jones Precisamos viajar menos de avião a jato, de um congresso para outro... porém de mais orações de joelhos, rogando a Deus que tenha misericórdia de nós, mais clamor a Deus para que se levante e disperse seus inimigos e se torne conhecido. D. Martyn Lloyd-Jones Não há nada que diga a verdade a nosso respeito como cristãos tanto quanto nossa vida de oração. D. Martyn Lloyd-Jones Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duros, e não podemos negar o perdão. D. Martyn Lloyd-Jones Para mim, a obra de pregar é o mais elevado, o maior e o mais glorioso chamado que alguém pode receber. D. Martyn Lloyd-Jones O homem só deve entrar no ministério cristão se não conseguir ficar fora dele. D. Martyn Lloyd-Jones Certamente a essência da sabedoria está em, antes de começarmos a agir ou de tentar agradar a Deus, descobrir o que Deus tem a dizer sobre o assunto. D. Martyn Lloyd-Jones O problema de grande parte do ensino sobre santidade é que ele deixa de fora o Sermão da Montanha e nos pede que experimentemos a santificação. Esse não é o método bíblico. D. Martyn Lloyd-Jones O desviado é um homem que, por causa da relação que teve com Deus, nunca pode desfrutar bem qualquer outra coisa. D. Martyn Lloyd-Jones

segunda-feira, 28 de março de 2016

Adão quebrou os Dez Mandamentos


Quais mandamentos Adão quebrou no Jardim quando ele e sua esposa comeram da árvore que Deus ordenou não comessem (Gn 2.16-17; 3.6)? Creio que ele quebrou cada um dos dez mandamentos, e não apenas um ou dois mandamentos específicos (cf. Tiago 2.10). Em sua incredulidade, quebrou o primeiro mandamento. Como o Reformador corretamente destacou, o primeiro pecado de Adão foi a incredulidade. Ele falhou em amar a Deus, e em lugar disso demonstrou um amor próprio pecaminoso. Ele estava buscando satisfazer-se. Seu pecado incluiu “incredulidade, falta de confiança, desespero, orgulho, presunção, [e] covardia”. Ele também falhou em depender do Espírito Santo. Quebrou o segundo mandamento. Deus deveria ser cultuado de uma maneira específica, que incluía aquilo que Adão fora ordenado fazer, bem como aquilo que fora ordenado não fazer. Mas Adão transgrediu as leis da correta adoração. Adão tolerou a falsa religião e (como profeta, sacerdote, e rei) não guardou o templo de Deus. Ele deveria ter esmagado a cabeça da serpente. Quebrou o terceiro mandamento. Como filho de Deus, e alguém que carregava a imagem de Deus, Adão trouxe desonra ao seu Pai. Deus deve ser honrado por meio daqueles que carregam o seu nome. Além disso, a palavra de Deus — a Palavra com a qual falou a Adão e o alertou — não foi reverentemente usada por Adão; este fracassou em falar a teologia verdadeira à serpente. Quebrou o quarto mandamento. A desobediência de Adão o impediu de entrar no descanso sabático eterno. Ele deveria, como nós, fazer todo o esforço para entrar no descanso de Deus (Hb 4.11). Ele não “descansou” em Deus quando permitiu que sua esposa comesse da árvore que ele fora ordenado não comer. Ele pôs em jogo seu descanso eterno, o que é uma violação do sabá. Quebrou o quinto mandamento. Adão não honrou seu pai. Seus dias teriam sido prolongados caso o tivesse feito. Quebrou o sexto mandamento. Adão se tornou um assassino perverso, tal como Satanás, quando pecou contra Deus (Rm 5). Ele tinha, para com sua posteridade, o dever de lhes garantir vida, mas, ao invés disso, lhes trouxe morte. Quebrou o sétimo mandamento. Adão não mostrou amor para com sua esposa quando permaneceu silente e deixou que ela falasse com o diabo. Ele deveria ter protegido Eva, mas não o fez. Quebrou o oitavo mandamento. Ele permitiu que sua esposa furtasse. Ela tomou aquilo que não deveria tomar. E Adão participou no furto. Quebrou o nono mandamento. Ele se tornou como o pai da mentira (Jo 8.44) ao falhar em falar a verdade sobre Deus e defender a bondade de Deus quando questionado. Adão deveria ter rebatido a calúnia de Satanás. Ele permitiu que a mentira fosse propagada quando deixou que Eva tomasse do fruto proibido. Quebrou o décimo mandamento. Adão não se contentou com sua própria situação. Ele estava descontente com aquilo que Deus lhe havia dado. E cobiçou aquilo que Deus havia proibido. Tudo isso explica por que a apostasia de Adão foi tão má. Ele não cometeu um simples equívoco, mas pecou deliberadamente contra Deus e contra o próximo. Em sua incredulidade, ele quebrou todos os mandamentos de Deus, e não apenas um. Em nosso próprio pecado, nós raramente, se é que alguma vez, quebramos um mandamento. Nosso pecado quase sempre envolve a quebra de vários mandamentos ao mesmo tempo. Além disso, nossos pecados contra a segunda tábua da lei são geralmente uma falha em guardar a primeira tábua da lei. Quando lido com pessoas que, por exemplo, têm problemas com o sétimo mandamento, minha resposta é lidar com os quatro primeiros mandamentos, e não apenas com o sétimo. No futuro, pretendo tratar de como Cristo guardou todos os dez mandamentos no “deserto”, em resposta à quebra dos dez mandamentos por parte de Adão no Éden.

terça-feira, 1 de março de 2016

A cruz o pecado e a ressurreição


A cruz nos diz que nosso pecado é muito maior do que pensamos. A ressurreição diz que nosso Salvador é muito maior que nosso pecado!